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quinta-feira, 30 de junho de 2011

A Inflação é utilizada como instrumento para retomar modelo conservador, afirma Dieese

Em encontro da Direção Nacional, dados comprovam que salário não é o vilão

Escrito por: Isaias Dalle, Leonardo Severo, Luiz Carvalho



Patricia destacou que no Brasil não há inflação por demanda
Patricia destacou que no Brasil não há inflação por demanda

A seguir, a economista da subseção Dieese da CUT, Patrícia Pelatieri, contestou a recente afirmação da diretoria do Banco Central de que o salário é “um risco muito importante para a inflação” e que, portanto, seria necessário arrefecer as campanhas salariais do segundo semestre.

 
 
 
Diz textualmente o relatório do BC: “um aspecto crucial em ciclos como o atual é a possibilidade de que o aquecimento no mercado de trabalho leve à concessão de aumentos reais dos salários em níveis não compatíveis com o crescimento da produtividade”.

Patrícia contesta esta visão expressa na “opinião hegemônica divulgada nos meios de comunicação e de analistas, de que existe uma inflação de demanda, causada principalmente pelo aumento dos salários acima da inflação”. “Eles querem combater a inflação com a compressão da demanda, via redução dos salários. Assim, buscam tirar consumidores do mercado. Mas não há nenhum indício de inflação de demanda. O que existe é um aumento dos preços das commodities, que vêm sendo usadas para especulação no mercado internacional”, explicou.

Conforme a economista, o que é fato, é a existência de uma “defasagem gigantesca entre o que foram os ganhos de produtividade e o que foram os ganhos salariais, em torno de 60% na última década”. Ou seja, se não houver ganhos reais acima do aumento da produtividade, “significa que não haverá nenhuma mudança, significa consolidar este parâmetro concentrador de riqueza. Ganhos salariais têm de ser acima da produtividade, pois temos uma das piores distribuições de renda do mundo”.

Reforma política já –Artur também citou a necessidade do governo ter maior agilidade e poder de decisão para não ser atropelado pelo parlamento. “Estamos discutindo com a secretária-geral da Presidência da República a terceirização, enquanto o projeto do deputado Sandro Mabel, que amplia a prática, já foi aprovado na Comissão de Trabalho do Senado.”

Diante disso, o presidente indicou a necessidade da reforma política. “Sem essa mudança, estamos cada vez mais fadados a ter gente do agronegócio, do capital, de quem fica na Avenida Paulista, fazendo a lista dos candidatos que serão apoiados e eleitos pelo poder econômico. E, diante desse cenário, a chamada base aliada demonstra que não é tão aliada porque defende interesses que muitas vezes não são os nossos e, em outras, sequer do  governo”, acrescentou.

A ausência da reforma política afeta até mesmo o Judiciário, onde avança cada vez mais a judicialização da política e a politização do Judiciário. “Vemos vários casos de ações no STF (Supremo Tribunal Federal) para acabar com o que o Congresso acabou de decidir. E com o parlamento não tem tido competência e nem agilidade para voltar os artigos da Constituição não regulamentados, o TST (Tribunal Superior do Trabalho) vai legislando”, avaliou.

Combate ao modelo derrotado
“As velhas normas do FMI e do Banco Mundial não servem. Na Grécia, eles querem pegar umas ilhas, a Acrópole, e pagar a dívida. Chegamos ao cúmulo de ter propostas deste tipo discutidas. Por isso os trabalhadores gregos responderam com uma greve de 48 horas”, afirmou o dirigente.

O desmonte do Estado, da privatização e do arrocho, alertou o presidente cutista, tem levado a uma sucessão de derrotas dos governos na Europa, que vêm repetindo os mesmos descaminhos que conduziram à crise de 2008, afundando seus países na miséria.

Diferente disso, lembrou, é preciso construir um projeto nacional de desenvolvimento com base nas nossas potencialidades. Por isso, frisou, governos progressistas da América Latina têm buscado formar um bloco contra-hegemônico e construir, conjuntamente, experiências como a da Alba, da Unasul e do Mercosul, embora ainda não tenham conseguido conformar um modelo. Daí, a importância da reflexão e da ação sindical para pressionar por avanços, fazendo o necessário “enfrentamento com a direita e com parte da mídia, que tentam impor a agenda derrotada nas eleições por dentro do governo Dilma”.  

A educação quer mais!

Audiência Pública sobre valorização do magistério dá sequência à série de debates sobre o Plano Nacional de Educação

Escrito por: CNTE, com informações adicionais da Agência Senado

A Valorização do Magistério foi tema de audiência Pública do Senado nesta quarta-feira, 29. Heleno Araújo, secretário de assuntos educacionais da CNTE representou a Confederação durante a reunião. Participaram também, o coordenador-geral de Operacionalização do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb), Vander Oliveira Borges; o presidente da Associação Brasileira de Educação, Edgar Flexa Ribeiro e a educadora Guiomar Namo de Melo.
 
Formação em tempo integral, salário digno, eleição para diretor de escola, foram alguns dos temas discutidos na pauta. O professor Heleno Araújo agradeceu o convite e disse estar preocupado com o novo Plano Nacional de Educação (PNE) que se mostra bastante confuso após apresentação de 2.915 emendas. “O PNE precisa atender às necessidades da educação pública, mas a forma como foi elaborado deixou o Plano confuso e modesto. A prova é o grande número de emendas que ele recebeu. E é importante que ele seja aprovado ainda este ano, pois vale até 2020. Ele tem um tempo para atingir todas as suas metas e este tempo está passando”, ressaltou.
 
Guiomar Namo de Melo, diretora-presidente da Escola Brasileira de Professores, sugeriu formar professores em regime intensivo similar ao da residência médica. “Para a educação chegar a novo patamar de qualidade, será necessário mudar radicalmente a estrutura de formação dos professores do país”. Para ela, a formação precisa ser feita em tempo integral, em unidades de ensino especialmente concebidas para essa finalidade, em regime de dedicação similar ao aplicado aos estudantes de medicina nas residências médicas.
 
O presidente da Associação Brasileira de Educação, Edgar Flexa Ribeiro, defendeu a formação do trabalho do professor. Ele destacou que o trabalho realizado pelo professor é mais importante do que outras profissões nas quais os trabalhadores são até mais valorizados do que os educadores. “Tão importante quanto valorizar o professor é, primeiramente, valorizar o que o professor faz e mostrar para as pessoas o valor que aquilo tem”, afirmou Edgar, que também enfatizou o descaso do país com a valorização do magistério. “O que não tem valor para o Brasil é a educação. Além do discurso, o Brasil não dá nenhuma pista de que tem intimidade com o assunto”, denunciou.
 
A audiência deu sequência a uma série de debates em que a comissão antecipa a análise do novo Plano Nacional de Educação (PNE). O plano preparado pelo governo, que deverá valer para os próximos dez anos, ainda está em exame na Câmara dos Deputados.

O que você não leu na mídia sobre Paulo Renato (1945-2011)

28 de junho de 2011 às 5:44 38 Comentários
Morreu de infarto, no último dia 25, aos 65 anos, Paulo Renato Souza, fundador do PSDB. Paulo Renato foi Ministro da Educação no governo FHC, Deputado Federal pelo PSDB paulista, Secretário da Educação de São Paulo no governo José Serra e lobista de grupos privados. Exerceu outras atividades menos noticiadas pela mídia brasileira.
Nas hagiografias de Paulo Renato publicadas nos últimos dois dias, faltaram alguns detalhes. A Folha de São Paulo escalou Eliane Cantanhêde para dizer que Paulo Renato deixou um “legado e tanto” como Ministro da Educação. Esqueceu-se de dizer que esse “legado” incluiu o maior êxodo de pesquisadores da história do Brasil, nem uma única universidade ou escola técnica federal criada, nem um único aumento salarial para professores, congelamento do valor e redução do número de bolsas de pesquisa, uma onda de massivas aposentadorias precoces (causadas por medidas que retiravam direitos adquiridos dos docentes), a proliferação do “professor substituto” com salário de R$400,00 e um sucateamento que impôs às universidades federais penúria que lhes impedia até mesmo de pagar contas de luz. No blog de Cynthia Semíramis, é possível ler depoimentos às dezenas sobre o que era a universidade brasileira nos anos 90.
Ainda na Folha de São Paulo, Gilberto Dimenstein lamentou que o tucanato não tenha seguido a sugestão de Paulo Renato Souza de “lançar uma campanha publicitária falando dos programas de complementação de renda”. Dimenstein pareceu desconsolado com o fato de que “o PSDB perdeu a chance de garantir uma marca social”, atribuindo essa ausência a uma mera falha na campanha publicitária. O leitor talvez possa compreender melhor o lamento de Dimenstein ao saber que a sua Associação Cidade Escola Aprendiz recebeu de São Paulo a bagatela de três milhões, setecentos e vinte e cinco mil, duzentos e vinte e dois reais e setenta e quatro centavos, só no período 2006-2008.

Não surpreende que a Folha seja tão generosa com Paulo Renato. Gentileza gera gentileza, como dizemos na internet. A diferença é que a gentileza de Paulo Renato com o Grupo Folha foi sempre feita com dinheiro público. Numa canetada sem licitação, no dia 08 de junho de 2010, a FDE da Secretaria de Educação de São Paulo transfere para os cofres da Empresa Folha da Manhã S.A. a bagatela de R$ 2.581.280,00, referentes a assinaturas da Folha para escolas paulistas. Quatro anos antes, em 2006, a empresa Folha da Manhã havia doado a curiosa quantia–nas imortais palavras do Senhor Cloaca–de R$ 42.354,30 à campanha eleitoral de Paulo Renato. Foi a única doação feita pelo grupo Folha naquela eleição. Gentileza gera gentileza.
Mas que não se acuse Paulo Renato de parcialidade em favor do Grupo Folha. Os grupos Abril, Estado e Globo também receberam seus quinhões, sempre com dinheiro público. Numa única canetada do dia 28 de maio de 2010, a empresa S/A Estado de São Paulo recebeu dos cofres públicos paulistas–sempre sem licitação, claro, porque “sigilo” no fiofó dos outros é refresco–a módica quantia de R$ 2.568.800,00, referente a assinaturas do Estadão para escolas paulistas. No dia 11 de junho de 2010, a Editora Globo S.A. recebe sua parte no bolo, R$ 1.202.968,00, destinadas a pagar assinaturas da Revista Época. No caso do grupo Abril, a matemática é mais complicada. São 5.200 assinaturas da Revista Veja no dia 29 de maio de 2010, totalizando a módica quantia de R$1.202.968,00, logo depois acrescida, no dia 02 de abril, da bagatela de R$ 3.177.400, 00, por Guias do Estudante – Atualidades, material de preparação para o Vestibular de qualidade, digamos, duvidosíssima. O caso de amor entre Paulo Renato e o Grupo de Civita é uma longa história. De 2004 a 2010, a Fundação para o Desenvolvimento da Educação de São Paulo transfere dos cofres públicos para a mídia pelo menos duzentos e cinquenta milhões de reais, boa parte depois da entrada de Paulo Renato na Secretaria de Educação.
Mas que não se acuse Paulo Renato de parcialidade em favor dos grandes grupos de mídia brasileiros. Ele também atuou diligentemente em favor de grupos estrangeiros, muito especialmente a Fundação Santillana, pertencente ao Grupo Prisa, dono do jornal espanhol El País. Trata-se de um jornal que, como sabemos, está disponível para leitura na internet. Isso não impediu que a Secretaria de Educação de São Paulo, sob Paulo Renato, no dia 28 de abril de 2010, transferisse mais dinheiro dos cofres públicos para o Grupo Prisa, referente a assinaturas do El País. O fato já seria curioso por si só, tratando-se de um jornal disponível gratuitamente na internet. Fica mais curioso ainda quando constatamos que o responsável pela compra, Paulo Renato, era Conselheiro Consultivo da própria Fundação Santillana! E as coincidências não param aí. Além de lobista da Santillana, Paulo Renato trabalhou, através de seu escritório PRS Consultores – cujo site misteriosamente desapareceu da internet depois de revelações dos blogs NaMaria News eCloaca News–, prestando serviços ao … Grupo Santillana!, inclusive com curiosíssima vizinhança, no mesmo prédio. De fato, gentileza gera gentileza. E coincidência gera coincidência: ao mesmo tempo em que El País “denunciava”, junto com grupos de mídia brasileiros, supostos “erros” ou “doutrinações” nos livros didáticos da sua concorrente Geração Editorial, uma das poucas ainda em mãos do capital nacional, Paulo Renato repetia as “denúncias” no Congresso. O fato de a Santillana controlar a Editora Moderna e Paulo Renato ser consultor pago pelo Grupo Santillana deve ter sido, evidentemente, uma mera coincidência.
Mas que não se acuse Paulo Renato de parcialidade em favor dos grupos de mídia, brasileiros e estrangeiros. O ex-Ministro também teve destacada atuação na defesa dos interesses de cursinhos pré-vestibular, conglomerados editoriais e empresas de software. Como noticiado na época pelo Cloaca News, no mesmo dia em que a FDE e a Secretaria de Educação de São Paulo dispensaram de licitação uma compra de mais R$10 milhões da InfoEducacional, mais uma inexigibilidade licitatória era anunciada, para comprar … o mesmíssimo produto!, no caso o software “Tell me more pro”, do Colégio Bandeirantes, cujas doações em dinheiro irrigaram, em 2006, a campanha para Deputado Federal do candidato … Paulo Renato! Tudo isso para não falar, claro, do parque temático de $100 milhões de reais da Microsoft em São Paulo, feito sob os auspícios de Paulo Renato, ou a compra sem licitação, pelo Ministério da Educação de Paulo Renato, em 2001, de 233.000 cópias do sistema operacional Windows. Um dos advogados da Microsoft no Brasil era Marco Antonio Costa Souza, irmão de … Paulo Renato! A tramóia foi tão cabeluda que até a Abril noticiou.
Pelo menos uma vez, portanto, a Revista Fórum terá que concordar com Eliane Cantanhêde. Foi um “legado e tanto”. Que o digam os grupos Folha, Abril, Santillana, Globo, Estado e Microsoft.

http://revistaforum.com.br/idelberavelar/2011/06/28/o-que-voce-nao-leu-na-midia-sobre-paulo-renato-1945-2011-2/

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Sociólogo Atilio Boron vem a Porto Alegre ministrar palestra sobre marxismo


Triagem da Manoca do Canto Gaucho adiada

O prazo de inscrições para a 6ª Manoca do Canto Gaúcho terminou no último domingo, 26. A estimativa é de que foram mais de 400 composições inscritas. A data da triagem foi alterada. Estava prevista para os dias 2 e 3 de julho. Agora, será nos dias 16 e 17 de julho, sob a coordenação de Diego Moura.

Regulamento e ficha de inscrição do 26º Ponche Verde da Canção Gaúcha



Estão abertas até 21 de setembro, as inscrições para o 26º Ponche Verde da Canção Gaúcha, festival nativista que será realizado em Dom Pedrito, de 11 a 13 de novembro. Além das músicas concorrentes estão previstos shows com artistas como Leonel Gomes, Elton Saldanha e Buenas e M’espalho, além de bailes com o grupo Mate Novo e com Eco do Minuano e Bonitinho. Abaixo o regulamento.


terça-feira, 28 de junho de 2011

Especialização O Pensamento Marxista e a Atualidade promove palestra com sociólogo Atilio Boron


O curso de especialização O Pensamento Marxista Clássico e a Atualidade promove, no dia 6, às 20h, no Auditório do prédio 4 do campus da FAPA (Av. Manoel Elias, 2001), a palestra "Por el necesario (y demorado) retorno del marxismo a la filosofía política". O painelista será o sociólogo e cientista político da Universidade de Buenos Aires, Atilio Boron.


O momento destina-se a todos os interessados nessa área do conhecimento. As inscrições, gratuitas, podem ser realizadas no site da FAPA até o dia 5 de julho ou enquanto houver vagas.  No dia da palestra, é necessária a apresentação do comprovante da efetivação de inscrição.

A palestra é um dos eventos de conclusão da especialização O Marxismo Clássico e a Atualidade, promovido através de uma parceria entre o SindBancários e a FAPA. Mais informações pelos telefones (51) 34331235 (SindBancários) ou (51) 33882.8209 (FAPA)

Atilio Boron
Argentino, Boron é um renomado pensador marxista. Entre seus admiradores está Fidel Castro, que dá ao estudioso o mesmo tratamento destinado aos presidentes que visitam Havana. Conhecido na América Latina desde a década de 90, ganhou evidência internacional em 2009 por causa de diversos artigos que explicavam e antecipavam a Crise Mundial.

No mesmo ano, recebeu o Prêmio Internacional UNESCO-José Martí. Atualmente, é professor de teoria política da Faculdade de Ciência Sociais da Universidade de Buenos Aires (UBA), pesquisador do Conselho Nacional de Investigações Científicas e Técnicas (CONICET) da Argentina, diretor do Programa Latino-Americano de Educação a Distância em Ciências Sociais (PLED) do Centro Cultural de Coperação Floreal Gorini e membro do Comitê Científico do Programa de Investigação Comparada sobre a Pobreza (CROP), que tem sede em Bergen, Noruega.

Fonte: FAPA com edição de Imprensa/SindBancários

Enc: Manifesto aos petistas gaúchos



A eleição do companheiro Tarso Genro foi o produto da luta daqueles que querem interromper a política que foi aplicada pelos tucanos privatistas do PSDB. Uma conquista que também é resultado da ação da base social do nosso partido.
Sempre soubemos da grave situação em que se encontram as finanças do Estado e conhecemos os responsáveis por isso: são as isenções fiscais, através da qual as grandes multinacionais embolsam milhões e, a qualquer momento, deixam o Estado em busca de mais vantagens noutro lugar, como aconteceu recentemente no caso da Azaléia/Vulcabrás.
É a sangria da dívida com a União onde mais de 20% da receita regular do estado vai para pagar juros de uma dívida que só cresce.
Em nível nacional, de janeiro a abril de 2011 foram acumulados pela União, Estados e Municípios R$ 57 bilhões para alimentar o sistema financeiro. Para servir de parâmetro, o pagamento do piso nacional dos professores no Rio Grande do Sul custaria R$ 2 bilhões ao longo de um ano!

Para atender as demandas do povo, é preciso fazer escolhas. O pacote enviado pelo executivo à Assembléia Legislativa caminha no sentido contrário do que se espera de um governo do PT.

A contenção dos pagamentos das Restituições de Pequeno Valor (as RPV's) e a transformação da previdência dos servidores públicos num fundo de capitalização e o aumento de alíquotas estão na contramão daquilo que sempre defendemos nos movimentos sociais e nos sindicatos.

As medidas que se propõem adotar estão na mesma direção dos governos anteriores. Procuram o aumento de arrecadação de forma imediata, sem tocar nos problemas estruturais  do Estado.

Sabemos da herança maldita deixada por Yeda e as amarras do contrato com o Banco Mundial, mas não elegemos um governo para administrar preso a essa política.

A CUT/RS, central sindical independente que representa grande parte dos trabalhadores gaúchos, corretamente, aprovou posição contrária ao pacote.

Afirmando que tem outros caminhos a serem buscados. E mais, que o diálogo deve ser o caminho para dar protagonismo àqueles que ajudaram a eleger este governo - os trabalhadores e trabalhadoras do setor público e privado do RS.

Nós somos PT! Acreditamos que a saída para o Estado passa por outra política e não pela continuidade do por um ajuste fiscal que novamente foca seus esforços nos minguados direitos do funcionalismo público. Esse é o caminho mais fácil.

Está na hora de oPTar por outro caminho. Um caminho, talvez, mais difícil e demorado, mas, com certeza, mais sólido, apoiado em medidas estruturante. Como apostar no crescimento da economia no Estado, gerando mais trabalho e mais renda. Ou concentrar esforços no crescimento da receita através do combate efetivo à sonegação numa solução para a dívida junto à união.
Fizemos campanha em nossos locais de trabalho e nas ruas porque acreditamos ser possível um Estado que valorize seus trabalhadores, que enfrente as injustas distorções salariais. Um Estado que pague melhores salários e que qualifique e valorize os serviços e os agentes da política pública. Não fizemos campanha para que a previdência pública fosse questionada dessa forma.
Companheiros, fiéis aos compromissos históricos de nosso partido, convidamos todos os petistas para, juntos, discutir o que podemos fazer para interferir na situação. Queremos contribuir, opinar e influenciar nas escolhas e nos rumos do governo do PT do Rio Grande do Sul.


ESTE MANIFESTO ESTÁ ABERTO A NOVAS ADESÕES, ENTRE EM CONTATO ATRAVÉS DO EMAIL: SOUPTRS@GMAIL.COM E VENHA CONOSCO CONTRIBUIR, OPINAR E INFLUENCIAR NAS ESCOLHAS E NOS RUMOS DO GOVERNO DO PT NO RIO GRANDE DO SUL


segunda-feira, 27 de junho de 2011

Publicação do Observatório Social escancara irregularidades ambientais e trabalhistas da cadeia produtiva do aço

Revista "O Aço da Devastação" detalha processos produtivos no Pará

Escrito por: Instituto Observatório Social

Na última quarta-feira, 22, o Instituto Observatório Social lançou a publicação "O Aço da Devastação" publicação que denuncia as irregularidades ambientais e trabalhistas da cadeia produtiva do aço. A pesquisa coordenada pelo jornalista Marques Casara, revela dados vergonhosos na produção do Aço no Brasil. O trabalho de reportagem começou em Nova Ipixuna (PA), onde, no dia 24 de maio, foram assassinados José Cláudio Ribeiro e Maria do Espírito Santo, que denunciavam a devastação da floresta para produzir carvão e madeira.
 
 
Em algumas siderúrgicas do polo de Carajás, grandes exportadoras de ferro gusa usam carvão do desmatamento e do trabalho escravo nos processos produtivos. A prática contamina toda a cadeia produtiva do aço e chega a montadoras de veículos, fabricantes de eletrodomésticos, de aviões e de computadores.
 
A pesquisa detalha como operam grupos criminosos do qual fazem parte empresários, políticos e servidores do governo do Pará.

Em seu trabalho, Casara mostra que em algumas siderúrgicas, o uso do carvão ilegal sustenta mais da metade de toda a produção. Essa conclusão foi possível após a obtenção de dados referentes à produção anual de cada siderúrgica em 2010. Essas informações eram mantidas em sigilo para evitar o cruzamento de dados e a obtenção do índice de ilegalidade.

A fraude acontece por meio da compra de carvão esquentado por mecanismos de fraude diretamente ligados à corrupção nos órgãos de fiscalização. Grandes siderúrgicas exportadoras estão envolvidas, como Cosipar, Sidepar, Margusa e Gusa Nordeste.
 
A pesquisa revela ainda diversos casos nos quais o carvão é entregue sem documento ou com o uso de documentos forjados e como governos municipais e o governo estadual é conivente com crimes ambientais e trabalhistas, muitas vezes usando aparatos de Estado para acobertar ações criminosas que tem o objetivo de devastar áreas de preservação ambiental e terras indígenas.
 
Outro ponto de destaque no estudo é o passo a passo de como operam grandes complexos carboníferos usados para lavar carvão ilegal para as siderúrgicas. É o caso, por exemplo, da Indústria de Carvão Vegetal Boa Esperança, que controla 96 fornos no município da Jacundá (PA). Em março de 2011 a empresa declarava ter, no pátio, 325 MDC de carvão. A contagem forno e forno, realizada por fiscais do IBAMA, mostrou que a empresa, de fato, só tinha 113 MDC de carvão. A diferença entre 113 e 325 (212) é usado para lavar carvão proveniente de carvoarias clandestinas, que retira a madeira de áreas de preservação e usa trabalhadores em condições degradantes.
 
A lavagem é feita da seguinte forma: o carvão produzido em outro local usa o crédito da carvoaria legalizada para esquentar o produto e dar a ele uma aparência legal. Somente na Boa Esperança, 66% do carvão declarado pela empresa não está, de fato, no pátio. Com isso, a empresa pode vender 66% dos seus créditos de carvão. Assim, o carvão chega à siderúrgica como sendo da Boa Esperança, mas de fato veio de carvoarias ilegais. É o esquema básico de lavagem ou esquentamento e que só pode funcionar quando há conivência dos órgãos de fiscalização estaduais e municipais.
 
A Boa Esperança faz parte de uma rede de ilegalidade na região de Jacundá. Seu proprietário opera com cerca de 15 CNPJs e usa essas empresas para lavar o carvão entregue para as siderúrgicas de ferro gusa. Boa parte desse carvão é fornecido por um das mais colossais estruturas de ilegalidade existentes na Amazônia Brasileira (foto abaixo): 500 fornos que operam na clandestinidade, na periferia da cidade, a cerca de 10 quilômetros da prefeitura e que nos dias quentes mantém a pequena cidade sob um manto de fumaça proveniente dos fornos. Fumaça de carvão ilegal que todos veem, todos sentem e todos sabem onde fica.
Outro ponto que será desvendado pela pesquisa será o uso de créditos de madeira concedidos a assentamentos rurais direcionados a agricultura familiar. Novamente, os créditos de madeira são vendidos para as carvoarias. Um dos esquemas está em operação em Tucuruí. A madeira nunca sai do assentamento, mas por uma triangulação envolvendo madeireiras, empresas agropecuária e carvoarias, os créditos também são usados para esquentar carvão para o setor siderúrgico.
 
Nem as tradicionais quebradeiras de coco de babaçu estão livres de serem usadas pelo esquema. Como a casca do coco de babaçu não precisa de guia florestal para ser transportada até as carvoarias, as siderúrgicas supervalorizam a quantidade de carvão produzida a partir dessa matéria prima. Os pesquisadores estiveram nos locais onde as quebradeiras de coco trabalham e elas confirmam o problema, que também está sendo investigado pelo Ibama no Maranhão e no Pará.
 
O mesmo problema acontece com o eucalipto: também não precisa de guia florestal, de modo que as siderúrgicas maquiam boa parte da ilegalidade usando como fachada a produção de eucalipto. "As empresas precisam mostrar onde está todo esse eucalipto, pois de fato ele não existe", dizem os agentes do Ibama responsáveis pela fiscalização no Pará e no Maranhão.
 
A revista é uma continuidade da pesquisa apresentada em “A Floresta que Virou Cinza”, que mostrou como operam os grupos criminosos que esquentam documentos de carvão ilegal. São quadrilhas formadas por políticos, empresários e servidores públicos do governo do Pará, que se uniram para depredar, em nome de interesses próprios, um dos mais importantes ecossistemas do planeta.
 
Agora, o cruzamento de dados entre a produção de ferro-gusa e de carvão mostra que a siderurgia no pólo de Carajás continua baseada na devastação ambiental e no descumprimento das leis trabalhistas. O cruzamento de informações e a obtenção de documentos exclusivos mostram que as maiores siderúrgicas do polo de Carajás produzem mais que o dobro de ferro-gusa sem nenhum tipo de controle sobre a cadeia produtiva.
 
Para se chegar a este valor, foram analisadas a capacidade produtiva máxima mensal e anual de cada fornecedor que negociou com as siderúrgicas em 2010. A capacidade máxima de produção de cada fornecedor foi comparada com o total real de gusa vendido pelas empresas ao longo do ano. Chegamos ao carvão não monitorado e cuja fonte não é auditada – o excedente que ultrapassa a capacidade máxima de produção dos fornecedores.
 
Estiveram presentes no evento Artur Henrique, presidente da CUT, o Procurador do Trabalho Sebastião Vieira Caixeta, e o Procurador da República em Marabá (PA), Tiago Rabelo. O jornalista Marques Casara, responsável pela revista, apresentou os dados da pesquisa e contou como ela foi conduzida durante os meses de apuração.
 
O coordenador institucional do Observatório Social, Amarildo Dudu Bolito, e o diretor administrativo financeiro do IOS, Valeir Ertle, ressaltaram a importância de trabalhos como este luta contra a devastação ambiental e o trabalho escravo.

domingo, 26 de junho de 2011

CRISE TERMINAL DO CAPITALISMO?

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CRISE TERMINAL DO CAPITALISMO?

Leonardo Boff, teólogo e filósofo

Tenho sustentado que a crise atual do capitalismo é mais que conjuntural e estrutural.  É terminal. Chegou ao fim o gênio do capitalismo de sempre adaptar-se a qualquer circunstância. Estou consciente de que são poucos que representam esta tese. No entanto, duas razões me levam a esta interpretação.

A primeira é a seguinte: a crise é terminal porque todos nós, mas particularmente, o capitalismo, encostamos nos limites da Terra. Ocupamos, depredando, todo o planeta, desfazendo seu sutil equilíbrio e exaurindo excessivamente seus bens e serviços a ponto dele não conseguir, sozinho, repor o que lhes foi sequestrado. Já nos meados do século XIX Karl Marx escreveu profeticamente que a tendência do capital ia em direção de destruir as duas fontes de sua riqueza e reprodução: a natureza e o trabalho. É o que está ocorrendo.

A natureza, efetivamente, se encontra sob grave estresse, como nunca esteve antes, pelo menos no último século, abstraindo das 15 grandes dizimações que conheceu em sua história de mais de quatro bilhões de anos. Os eventos extremos verificáveis em todas as regiões e as mudanças climáticas tendendo a um crescente aquecimento global falam em favor da tese de Marx. Como o capitalismo vai se reproduzir sem a natureza? Deu com a cara num limite intransponível.

O trabalho está sendo por ele precarizado ou prescindido. Há grande desenvolvimento sem trabalho. O aparelho produtivo informatizado e robotizado produz mais e melhor, com quase nenhum trabalho. A consequência direta é o desemprego estrutural. 


Milhões nunca mais vão ingressar no mundo do trabalho, sequer no exército de reserva. O trabalho, da dependência do capital, passou à prescindência. Na Espanha o desemprego atinge 20% no geral e 40% e entre os jovens. Em Portugal 12% no país e 30% entre os jovens. Isso significa grave crise social, assolando neste momento a Grécia. Sacrifica-se toda uma sociedade em nome de uma economia, feita não para atender as demandas humanas, mas para pagar a dívida com bancos e com o sistema financeiro. Marx tem razão: o trabalho explorado já não é mais fonte de riqueza. É a máquina.

A segunda razão está ligada à crise humanitária que o capitalismo está gerando. Antes se restringia aos países periféricos. Hoje é global e atingiu os países centrais. Não se pode resolver a questão econômica desmontando a sociedade.  As vítimas, entrelaçadas por novas avenidas de comunicação, resistem, se rebelam e ameaçam a ordem vigente. Mais e mais pessoas, especialmente jovens, não estão aceitando a lógica perversa da economia política capitalista: a ditadura das finanças  que via mercado submete os Estados aos seus interesses e o rentitentismo dos capitais especulativos que circulam de bolsas em bolsas, auferindo ganhos sem produzir absolutamente nada, a não ser mais dinheiro para seus rentistas.

Mas foi o próprio sistema do capital que criou o veneno que o pode matar: ao exigir dos trabalhadores uma formação técnica cada vez mais aprimorada para estar à altura do crescimento acelerado e de maior competitividade, involuntariamente criou pessoas que pensam. Estas, lentamente, vão descobrindo a perversidade do sistema que esfola as pessoas em nome da acumulação meramente material, que se mostra sem coração ao exigir mais e mais eficiência a ponto de levar os trabalhadores ao estresse profundo, ao desespero e, não raro, ao suicídio, como ocorre em vários países e também no Brasil.

As ruas de vários países europeus e árabes, os “indignados” que enchem as praças de Espanha e da Grécia são manifestação de revolta contra o sistema político vigente a reboque do mercado e da lógica do capital. Os jovens espanhóis gritam: “não é crise, é ladroagem”. Os ladrões estão refestelados em Wall Street, no FMI e no Banco Central Europeu, quer dizer, são os sumo-sacerdotes do capital globalizado e explorador. 

Ao agravar-se a crise, crescerão as multidões, pelo mundo afora, que não aguentam mais as consequências da super-exploracão de suas vidas e da vida da Terra e se rebelam contra este sistema econômico que faz o que bem entende e que agora agoniza, não por envelhecimento, mas por força do veneno e das contradições que criou, castigando a Mãe Terra e penalizando a vida de seus filhos e filhas.

Leonardo Boff é autor de Proteger a Terra-cuidar da vida : como evitar o fim do mundo, Record 2010. 
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Artigo: Destino e utopia, por Tarso Genro (*)



Notícias do Piratini - Redação - Governo RS
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 Estado do Rio Grande do Sul
Notícias do Piratini

Qual o destino do Estado e quais as ideologias que se confrontam, no atual debate sobre as reformas? O debate vale a pena? Creio que sim, ele é educativo e retoma o diálogo sobre as funções públicas de Estado e o futuro imediato dos gaúchos.

Os funcionários que percebem altos salários no RS - e os conquistaram legitimamente - contribuem com a mesma alíquota dos demais servidores, de salários médios e pequenos, para o orçamento que mantém as suas remunerações intactas, quando passam para a "folha dos aposentados". Mesmo assim, levam para a inatividade os valores que muitas vezes passam de R$ 20 mil, para o resto das suas vidas. Não são incomuns aposentadorias precoces. Como as contribuições são as mesmas para todos, os que percebem pouco e contribuem com a mesma alíquota estão subsidiando as aposentadorias dos altos salários e as suas pensões. Esta é a essência do debate atual.

A aliança política que se formou, neste momento - do corporativismo formalmente "esquerdista" (direitista, na essência, por militar contra a sustentabilidade da previdência pública), com as organizações sindicais do funcionalismo altamente remunerado - embora seja uma prerrogativa democrática, não pode ficar encoberta pelo véu ideológico de que esta aliança representa uma posição popular e democrática, em "defesa da sociedade". Ela expressa, na verdade, a submissão da extrema esquerda política ao corporativismo economicista, que defende uma social-democracia sem fundos públicos, baseada no privilégio e calcada no prejuízo aos direitos da maioria. Uma social-democracia de privilégios sustentada por 82% dos servidores e pelos que não são funcionários públicos: aqueles que estão inscritos no regime ger al da previdência e que pagam os impostos que, aqui no Brasil, como se sabe, são altamente regressivos.

Para isso não hesitam em transitar inverdades, com maior naturalidade: acusam que a formação de um Fundo Público é privatizante, esquecendo que esta reforma já foi feita na prefeitura de Porto Alegre, quando eu estava à frente do Executivo, com o apoio dos servidores e de todos os partidos, e que salvou o sistema previdenciário municipal público do caos e da má gestão; tentam iludir os servidores de salários mais modestos de que a reforma é contra eles, quando, na verdade, categorias que estão na base do sistema - como os professores e os servidores da segurança pública - é que não pagarão um tostão a mais e assim deixarão de subsidiar as altas aposentadorias.

Alguns chegam a dizer que o governo é "neoliberal", mas estabelecem, na Assembleia, um sistema de alianças que tem o apoio especialmente nos partidos que estiveram no centro (não na periferia) de todas as reformas privatizantes e "liberais" que o Estado sofreu desde a "era Britto" e que nos levou a esta situação crítica em termos financeiros, não enfrentada por falta de condições ou de coragem, por nenhum governo até agora; alegam "falta de diálogo", mas, na verdade, querem é impedir a votação das reformas, sem apresentar qualquer proposta alternativa, omitindo que esta discussão existe no Estado há mais de 20 anos.

A agenda do atual governo remete principalmente para o destino dos direitos conquistados pelos servidores - mantê-los com sustentabilidade - e para uma "utopia concreta", como diria Ernst Bloch. A utopia de viabilizar os direitos de todos "aqui e agora": para as próximas décadas. Sem assistir passivamente, como fizeram os socialistas gregos e portugueses, à decadência do Estado capturado por corporativismos subsidiados por toda a sociedade, pelos servidores de salários mais modestos, ou capturado pela tutela do capital financeiro, que transforma o Estado endividado - no momento em que a crise estoura - num ajoelhado devoto das receitas de cortar políticas sociais, salários, aposentadorias e investimentos. É isso que queremos evitar. Sem raiva e sem medo.

(*) Tarso Genro
Governador do Estado
 
     
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sexta-feira, 24 de junho de 2011

Inverno: a testemunha de um recomeço



Anos atrás em uma primavera eles se desencontraram. A vida e  suas atitudes lhes deram opções , consequências e  exigiram decisões. 
E assim..seguiram em caminhos opostos. Sentimentos ainda existiam, mas a realidade trazia a tona os choques da maturidade e da imaturidade. Como resultado surgiu, mais uma vez, a distância.
Porém, desta vez não era tão fácil seguir cada um para um lado. Havia um porto seguro em comum. Um presente divino que nenhum dos dois abriria mão.
Passaram - se muitos dias e eles viveram momentos diferentes, conheceram outras pessoas, refletiram sobre suas vidas, odiaram, perdoaram , aprenderam, enfim....continuaram vivendo.
Os anos passaram e pouco a pouco eles perceberam que seus corações ainda guardavam aquela vontade de serem felizes juntos. Aproximaram-se novamente, só que desta vez de maneira diferente, pois na verdade nunca estiveram longe.
O provável aconteceu. O amor renasceu e a vontade de construirem juntos a felicidade, cresceu...
De mãos dadas, decidiram iniciar um novo enredo para uma velha história...O que se foi na primavera, retorna no inverno....e o desejo é que continue e sobreviva a muitas outras estações....

Convenção Nacional de Solidariedade a Cuba acontece de 23 a 26 de junho em São Paulo

Memorial da América Latina sedia evento com debates, filmes, shows e lançamentos de livros

Escrito por: Leonardo Severo



O Memorial da América Latina, em São Paulo, sediará de 23 a 26 de junho, a XIX Convenção Nacional de Solidariedade a Cuba. Debates,filmes, shows e lançamentos de livros marcam a atividade que, neste ano, fará uma homenagem aos 40 anos da vitória do povo cubano contra o imperialismo estadunidense em Playa Girón.
A Central Única dos Trabalhadores é uma das entidades promotoras do evento, que contará com a presença da filha do comandante Ernesto Che Guevara, Aleida March,  e de uma representação da Assembléia Nacional do Poder Popular de Cuba.
“A CUT sempre foi solidária a Cuba e ao movimento sindical cubano, que têm enfrentado as imensas dificuldades impostas pelo criminoso bloqueio norte-americano com enorme heroísmo. É um povo que tem uma história de luta muito bonita contra a hegemonia e o autoritarismo do vizinho do Norte. Com o nosso apoio, o povo cubano segue em frente, resistindo e construindo o seu país com independência e soberania”, declarou o secretário de Relações Internacionais da CUT, João Antonio Felício.
 
 
Veja a programação da XIX Convenção Nacional de Solidariedade a Cuba em São Paulo
 
21 e 22/06 – terça-feira e quarta-feira
Sala de projeção no Memorial da América Latina
19h - exibição de filmes cubanos
 
22/06 – quarta-feira
Barra Funda - Atividade de rua: Medicina e revolução PELA VIDA!
Barraca de campanha com atendimento à população e palestras
 
23/06 – quinta-feira (feriado)
Biblioteca Latino-Americana Victor Civita no Memorial da América Latina
19h - Exibição de documentário do Carlos Pronzato sobre Carlos Calica Ferrer
19h30 - Lançamentos e relançamentos de livros sobre Cuba
20h30 - Autógrafos e Apresentação do grupo musical da AMA ABC e do Canto Libre
Presença de Calica Ferrer, José Mao JR., Mário Augusto Jakobskind e Carlos Pronzato
 
24/06 – sexta-feira
Auditório Simón Bolívar - Memorial da América Latina
9h - Palestra: A importância da Revolução Cubana no marco dos 50 anos da vitória em Playa Girón e a solidariedade internacional
Com a presença de um herói da batalha de Girón e Kenia Serrano Puig, presidenta do Instituto Cubano de Amizade com os Povos.
 
13h - Oficinas e mini-cursos
Universidade Nove de Julho
História da Revolução Cubana, Sistema educacional em Cuba, Sistema da Saúde em Cuba, Poder Popular e Democracia em Cuba, Lutas antissistêmica na América Latina e a ALBA, Direito Internacional com base no caso dos 5 heróis, Oficina sobre cinema feito nas margens, Oficina de música cubana, A economia cubana, Política Externa de Cuba, Gênero e Sexualidade em Cuba e A identidade da cultura Cubana
 
24/06 – sexta-feira - ABERTURA OFICIAL
Auditório Simón Bolívar - Memorial da América Latina
19h - Conferência de Abertura
Show de Carlinhos Antunes e Orquestra Mundana e Raíces de América
 
25/06 – sábado
Auditório Simón Bolívar - Memorial da América Latina
9h - Palestra: Bloqueio econômico e midiático
Com a presença de Oswaldo Martinéz, presidente da Comissão de Assuntos Econômicos do Parlamento cubano, José Manzaneda, coordenador do site Cubainformación, e um familiar dos 5 patriotas.
13h - Grupos de trabalho
Universidade Nove de Julho
Bloqueio econômico, Bloqueio Midiático, Solidariedade a Cuba, Frentes Parlamentares, Libertação dos 5 patriotas
19h - Encerramento
Universidade Nove de Julho
Ato político de encerramento: mesa composta por representantes organizações nacionais solidárias a Cuba
Festa de confraternização com a bateria das escolas de samba Ilha da Magia, vencedora do carnaval de 2011 em Florianópolis com o tema “Cuba sim, em nome da verdade” e da Unidos da Lona Preta
 
26/06 – domingo
Memorial da Resistência, antigo prédio do DOPS – próximo à Estação Luz
9h - Visita monitorada ao Memorial da Resistência
 

ASSASSINATO NA AMAZÔNIA

Caros amigos,




As florestas brasileiras estão correndo perigo. A Câmara dos Deputados acaba de enfraquecer o rígido Código Florestal e corajosos ativistas brasileiros estão sendo assassinados por dizerem o que pensam. É hora de levarmos essa importantíssima batalha ao palco global - se todos nós pedirmos à Presidente Dilma para vetar esse projeto de lei, poderemos salvar as florestas brasileiras.
A Câmara dos Deputados acaba de aprovar o esvaziamento do Código Florestal brasileiro. Se não nos mobilizarmos agora, enormes extensões de nossas florestas poderão ficar vulneráveis a um devastador desmatamento.

O projeto de lei gerou revolta e protestos generalizados em todo o país. E a tensão está subindo: nas últimas semanas diversos ativistas ambientais respeitados foram assassinados, supostamente por matadores contratados por madeireiros ilegais. É essencial agir agora mesmo. Estão tentando silenciar qualquer crítica enquanto a lei está sendo discutida no Senado. Mas a presidente Dilma tem o poder de vetar as mudanças se conseguirmos persuadi-la a superar a pressão política e assumir o papel de uma verdadeira líder em questões ambientais.

Setenta e nove por cento dos brasileiros querem que Dilma vete as mudanças no Código Florestal, mas nossas vozes estão sendo desafiadas por lobbies de madeireiros. Agora, depende de todos nós nos mobilizarmos para calar esses lobbies. Vamos nos unir agora em um gigantesco apelo para dar fim aos assassinatos e à exploração ilegal de madeira e salvar nossas florestas. Assine o abaixo-assinado a seguir - ele será entregue a Dilma assim que conseguirmos 500.000 assinaturas:

http://www.avaaz.org/po/save_our_forests/?vl

As florestas brasileiras são imensas e importantes. A Amazônia sozinha é vital para a vida no planeta - 20% do oxigênio e 60% da água doce do mundo vêm dessa magnífica floresta tropical. E por isso é tão crucial protegê-la.

É por isso que tanta gente vê o Brasil como um líder internacional em questões ambientais e é por isso que a Conferência da Terra, um encontro que acontecerá no ano que vem com o objetivo de impedir a morte lenta de nosso planeta, será no Rio de Janeiro. Por outro lado, também somos um país em rápido desenvolvimento que luta para tirar dezenas de milhões de pessoas da pobreza, e é intensa a pressão sobre nossas lideranças para desmatar florestas e abrir minas para gerar lucro. Daí o perigo de essas lideranças estarem quase dando o braço a torcer em termos de proteção ambiental. Ativistas locais estão sendo assassinados, intimidados e silenciados. Agora, cabe aos membros da Avaaz pedirem aos políticos brasileiros para serem firmes.

Sabemos que há uma alternativa. Lula, o antecessor de Dilma, reduziu enormemente o desflorestamento e consolidou a reputação internacional de nosso país como líder em questões ambientais, além de gozar de um gigantesco crescimento econômico. Vamos nos unir agora e pedir a Dilma para seguir o mesmo exemplo! Assine o abaixo-assinado para salvar nossas florestas e, em seguida, encaminhe este e-mail a todos:

http://www.avaaz.org/po/save_our_forests/?vl

Nos últimos 3 anos, os membros da Avaaz no Brasil mobilizaram-se com enormes iniciativas e lideraram extraordinárias campanhas para que o mundo chegue a ser aquele que todos desejamos: conseguiram a aprovação de uma histórica lei anticorrupção e fizeram lobby para que o governo tivesse um papel de liderança na ONU, protegesse os direitos humanos e interviesse para apoiar a democracia no Oriente Médio, e ainda ajudasse a proteger os direitos os direitos humanos na África e outras regiões.

Agora, estamos reunindo os membros da Avaaz de todo o mundo em um apelo global para salvar as florestas. Juntos, podemos construir um movimento florestal internacional e proclamar o Brasil mais uma vez como um verdadeiro líder em questões ambientais. Assine o abaixo-assinado e, em seguida, encaminhe este e-mail a todos:

http://www.avaaz.org/po/save_our_forests/?vl

Com esperança,

Emma, Ricken, Alice, Ben, Iain, Laura, Graziela, Luis e o resto da equipe da Avaaz


MAIS INFORMAÇÕES:

Ativistas marcham contra novo Código Florestal no Rio e em SP
http://bit.ly/mnmoGz

Senado precisa modificar o Código Florestal
http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20110619/not_imp734296,0.php

Ministra vai recomendar veto caso Código Florestal seja aprovado no Senado sem mudanças
http://oglobo.globo.com/pais/mat/2011/06/21/ministra-vai-recomendar-veto-caso-codigo-florestal-seja-aprovado-no-senado-sem-mudancas-924734864.asp

Para senador, novo Código Florestal compromete a defesa do meio ambiente
http://www.jb.com.br/pais/noticias/2011/06/16/para-senador-novo-codigo-florestal-compromete-a-defesa-do-meio-ambiente/

Igreja Católica anuncia apoio contra o novo Código Florestal Brasileiro
http://primeiraedicao.com.br/noticia/2011/06/22/igreja-catolica-anuncia-apoio-contra-o-novo-codigo-florestal-brasileiro


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SEMINARIO DESIGUALDADES RACIAIS NO BRASIL E IMPACTOS NA EDUCAÇÃO


P1_Seminário Desigualdades Raciais no BR e Impactos na Educação.JPG
9h30min – 12h
Mesa Redonda: Indicadores sociais e as desigualdades de gênero e cor/raça no Brasil.
Palestrante: Marcelo Paixão.
Mediador: Clovis André da Silva (Gabinete de Políticas Públicas para o Povo Negro – Prefeitura de Porto Alegre).
Debatedores: Rosãngela Soares e Edílson Amaral Nabarro.
14h – 16h
Mesa Redonda: Estatísticas sociais aplicadas aos indicadores sociais. Indicadores sociais em sala de aula.
Palestrante: Marcelo Paixão.
Mediador: José Antonio dos Santos (DEDS/PROREXT)
16h – 17h30min
Apresentação e lançamento do Relatório Anual das Desigualdades Sociais.

21ª Guyanuba da Canção Nativa e 14ª Guyanuba Piá - Regulamento



Inscrições de 14 de maio a 20 de julho
O Festival acontecerá de 4 a 7 de agosto.




Para mais informações, acesse o site da Prefeitura Municipal de Sapucaia do Sul.

Regulamento do 5° festival Rio Grande Canta o Cooperativismo:

Download regulamento  Clique Aqui

Download Ficha de Inscrição  Clique Aqui

quarta-feira, 22 de junho de 2011

SEM NOTÍCIAS DA ISLÂNDIA

Esta notícia é muito importante para saber como nos tem desinformados os meios imperiais, tanto na Europa, como na América do Sul.

Se alguém crê que não há censura na atualidade, que me diga porque os jornais não tem dito nada do que se passa na Islândia: lá, o povo demitiu todo um governo, os principais bancos foram nacionalizados, decidiu-se não pagar a dívida que estes tinham criado com a Grã Bretanha e Holanda por causa de sua má política financeira e acabaram de criar uma assembléia popular para reescrever sua constituição.

E tudo isso de forma pacífica. Toda uma revolução contra o poder nós tem conduzido até a crise atual. Vê-se aquí por que não se tem sabido há dois anos: Que passaria se o resto dos cidadãos europeus tomassem como exemplo? Esta é, brevemente, a história dos feitos: 2008. O principal banco do país é nacionalizado.

A moeda desaba, a bolsa suspende sua atividade. O país está em bancarrota. 2009. Os protestos cidadãos frente ao parlamento conseguem que se convoquem eleições antecipadas e provocam a demissão do Primeiro Ministro e de todo o governo em bloco.

Continua a péssima situação econômica do país. Mediante uma lei que se propõe a devolução das dívida a Grã Bretanha e Holanda mediante o pagamento de 3,5 bilhões de euros, soma que pagarão todas as familias islandesas mensalmente durante os próximos 15 anos com juros de 5,5%. 2010. As pessoas voltam às ruas e solicitam submeter a lei a referendum. Em janeiro de 2010, o Presidente se nega a ratificar e anuncia que haverá consulta popular. Em março celebra-se o referendum e o NÃO ao pagamento da dívida arrasa com 93% dos votos.

Depois disto, o governo tem iniciado uma investigação para dirimir juridicamente as responsabilidades da crise. Começam as detenções de vários banqueiros e altos executivos. A Interpol dita uma ordem e todos os banqueiros implicados fogem do país. Nesse contexto de crise, elege-se uma assembléia para redigir uma nova constituição que recolha as lições aprendidas da crise e que substitua a atual, uma cópia da constituição dinamarquesa. Para isso, recorre-se diretamente ao povo soberano. São eleitos 25 cidadãos sem filiação política dos 522 que apresentaram candidaturas onde é necessário ser maior de idade e ter o apoio de 30 pessoas. A assembléia constitucional deveria começar seu trabalho em fevereiro de 2011 e apresentaria um projeto de carta magna a partir das recomendações consensuadas em distintas assembléias que se celebrariam em todo o país. A carta deverá ser aprovada pelo atual Parlamento e por ela será constituído após as próximas eleições legislativas. Esta é a breve história da Revolução Islandesa: demissão de todo um governo em bloco, nacionalização da banca, referendum para que o povo decida sobre as decisões economicas transcendentais, encarceramento dos responsáveis pela crise e redação de uma nova constituição pelos cidadãos. Falou-se disso nos meios de comunicação europeus?
Tem-se comentado nas tertúlias políticas radiofônicas?
Tem-se visto imagens dos feitos pela TV? Claro que não. O povo islandês tem sabido dar uma lição a toda a Europa, intimidando o sistema e dando uma lição de democracia ao resto do mundo.

SE TE PARECE INTERESSANTE DIFUNDA ESTA MENSAGEM, PODE SER QUE HAJA ALGUÉM QUE NÃO SAIBA.

fuente:
foro-chile@lists.andrew.cmu.edu

Vejam o original (em castelhano) em RED LATINA SIN FRONTERAS

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Resultado do Vozes do Jacuí



Primeiro Lugar: 
O MOURO DA ORELHA ATORADA 
Letra - RÔMULO CHAVES
Música - EVERSON MARÉ
Interpretes -  Robledo Martins e Everson Maré. 

Segundo Lugar:
A PEDRA
Letra: SEVERINO RUDES MOREIRA
Música - ZULMAR BENITES
Intérpretes: Cristiano Quevedo e Juliano Moreno

Terceiro Lugar:
A FLOR, O BEIJA FLOR E O ESPINHO
Letra - VAGNER PIZOLOTTO
Música - SÉRGIO ROSA
Intérprete - Adams César

Melhor Tema sobre a Cidade de São Jerônimo:
MATE DE ESTRIBO (RODRIGO BARRETO\WILSON VARGAS) interpretada por Leonardo Gonçalves.

Melhor Instrumentista: DOUGLAS MENDES  (música Sou Produto do Campo - violino)

Melhor Intérprete: ROBLEDO MARTINS\EVERSON MARÉ (música O Mouro da Orelha Atorada)

Música Mais Popular: ABA LARGA (ADRIANO STEFLER) interpretada por Leonardo Gonçalves

quinta-feira, 16 de junho de 2011

“Não Deixe Morrer a Vigília”


Amigos: esta é uma luta 
pela cultura popular, pela
identidade cultural gaúcha, 
pela honra daqueles - 
artistas ou público- que 
fazem e são os festivais
de música, poesia e canto 
do Rio Grande do Sul.
 Pela honra da cultura
 gaúcha e em apoio aos 
nossos irmãos e amigos 
do Núcleo Cachoeirense 
de Compositores
Nativistas e de todo o ambiente festivaleiro gaúcho estamos lançando a Campanha
 “Não Deixe Morrer a Vigília”.
    Embora simbólica, essa manifestação reage ao anúncio, pelo prefeito de Cachoeira 
do Sul – até o ano que vem -, de que não realizará o evento mais uma vez porque “
decidiu priorizar atividades que envolvam competidores só de Cachoeira, o que faz 
com que o dinheiro das premiações fique na cidade”. O prefeito também afirmou que
: “os 'tradicionalistas' não têm do que reclamar, pois está apoiando financeiramente a 
cavalgada da integração”. 
    Vale lembrar que JAMAIS os compositores, músicos, intérpretes, letristas, poetas,

 declamadores de Cachoeira do Sul ou participantes do festival, foram convidados para
 uma reunião com o prefeito ou seu “participativo” departamento de eventos, para debater
 o assunto ou tratar de qualquer tema.     
    Segundo se soube, apenas houve, em 2010,  um contato com patrões de CTGs 

perguntando se os mesmos queriam “assumir a Vigília”.  É preciso dizer que na 
Administração em que o atual prefeito Sérgio Ghignatti, foi vice-prefeito, na década 
de 90, o Município também cancelou o festival, quase determinando a morte da 
Vigília do Canto Gaúcho. Será algo pessoal?
    Hoje, um dos maiores e mais tradicionais festivais nativistas do Rio Grande do Sul

 sofreu mais um severo golpe. Mais um festival agoniza no Rio Grande. E não podemos
 aceitar calados o descomprometimento - com a identidade cultural gaúcha - destes 
políticos que se elegem “declamando” Jaime Caetano Braun na TV, mas depois viram
 as costas à produção cultural regional.
    A Vigília não morrerá, pois os mandatos eleitorais terminarão e a cultura seguirá!!!
     Por isso, pedimos o apoio dos nativistas do Rio Grande e do Brasil no sentido de

 manifestarem o seu protesto, desacordo ou indignação com a decisão unilateral da 
Prefeitura (que sequer elaborou um projeto pra LIC ou esboçou qualquer interesse 
de promover o festival), replicando esta mensagem para seus contatos e pelas redes 
sociais, ou escrevendo diretamente para o prefeito, os vereadores de Cachoeira do 
Sul e o Jornal do Povo, principal órgão de imprensa daquela cidade.
    Chega de “mercadores” e políticos que não promovem a cultura determinarem a 

extinção de nossos festivais, de calarem a nossa voz, atentarem contra nossa memória
 histórica, apagarem os nossos versos, renegarem nossas orígens e negarem nossa
 identidade cultural!!!

    Não deixaremos que morra a Vigília!!!
    Chega de atentarem contra os festivais do Rio Grande!!!!
    Chega de atentarem contra o nativismo!!!!
        Por favor, repasse esta mensagem à sua rede de contatos, poste nas redes sociais, 

vamos gritar bem alto pelos nossos valores culturais!
    Mande teu email de apoio com o título: “Não Deixe Morrer a Vigília”  para

 cpd@cachoeiradosul.rs.gov.br ,smic.cachoeiradosul@gmail.com , 
 acscachoeira@gmail.com
Para o jornal.
jp@jornaldopovo.com.br
Para os vereadores de Cachoeira do Sul:
clebercardoso@camaracachoeira.rs.gov.br ; 

vasconcelos@camaracachoeira.rs.gov.br ;
julinhodomercado@camaracachoeira.rs.gov.br ; 
vereadorbala@terra.com.br ;lucianofigueiro@camaracachoeira.rs.gov.br ;
 marcelodanoemia@camaracachoeira.rs.gov.br,
mariana@camaracachoeira.rs.gov.br ; 
oscarsartorio@camaracachoeira.rs.gov.br ;
jarrao@camaracachoeira.rs.gov.br;
 valdocir@camaracachoeira.rs.gov.br .
e também deixe post no facebook e twitter do Jornal do Povo e na comunidade 

do Orkut do JP.
    “Não Deixe Morrer a Vigília” é uma iniciativa do cachoeirenses comprometidos

 com a cultura gaúcha
    É autorizada a inserção dos endereços de blogs, microblogs, sites e similares

 que apoiam esta iniciativa.