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sábado, 30 de abril de 2011

Oficina da CUT prepara ações em defesa do Plano Nacional de Educação

Por uma educação pública, universal e de qualidade, CUT e entidades vão pressionar parlamentares para que incluam suas emendas no projeto do PNE

Escrito por: William Pedreira

Para articular estratégias de intervenção no processo de tramitação e deliberação do projeto de lei 8035/10 sobre o Plano Nacional de Educação (PNE) no Congresso Nacional, a CUT realizou na manhã desta sexta (29) uma oficina com a presença de entidades CUTistas e entidades do campo progressista da Educação.
 
O ponto central das deliberações envolveu a questão da incorporação das emendas, que serão consolidadas em comum acordo pela CUT e suas entidades parceiras, no projeto do PNE. São temas que versam sobre o financiamento, garantia da destinação de 10% do PIB para a Educação e valorização dos profissionais.
 
Ficou definido que será realizado no dia 24 de maio um ato público no Congresso Nacional para entrega dessas emendas aos parlamentares que compõem a comissão especial da Câmara responsável pela análise do projeto. A expectativa é que o presidente da Câmara, Marco Maia, também receba os representantes das entidades neste dia.
 
O prazo para inclusão de emendas será aberto no próximo dia 20 de maio. Por isso, a CUT vai mobilizar suas bases nos estados para que pressionem e dialoguem com os parlamentares sensíveis as reivindicações das entidades da sociedade civil no sentido de que se comprometam com a inclusão dessas emendas no projeto.
 
Essa mesma comissão especial definiu um cronograma de trabalho que envolve audiências públicas e seminários. Serão realizadas pelo menos quatro audiências em maio e junho que abordarão qualidade da educação, financiamento, universalização e expansão do ensino e gestão da educação.
 
Dois seminários sobre as metas do PNE estão agendados para os dias 2 e 8 de junho. “Vamos ocupar todos os espaços possíveis de articulação e deliberação. Setores conservadores querem isolar a sociedade civil nos seminários, mas nós vamos lutar para que parlamentares compromissados com o debate democrático garantam nossa participação nas audiências públicas”, alerta José Celestino Lourenço, secretário de Formação da CUT.
 
Para Antonio Lisboa, diretor executivo da Central, “este é um momento estratégico e central porque é a largada dos debates. Garantindo a participação nessas audiências, nossa tarefa será mobilizar a militância para que compareça, se aproprie do debate e faça suas proposições.”
 
No sentido de garantir capilaridade ao futuro mecanismo legal de planejamento da educação brasileira, as entidades reivindicarão também um diálogo efetivo com o presidente da comissão, Gastão Vieira (PMDB-MA) e relator da proposta, Angelo Vanhoni (PT-PR).
 
As CUTs estaduais também serão orientadas a acompanhar e intervir nos fóruns estaduais, distrital e municipais, garantindo que o PNE seja debatido democraticamente.

O projeto tramita em caráter conclusivo na Câmara e caso aprovado pela comissão especial será encaminhado diretamente para o Senado sem precisar passar pelo Plenário, exceto se houver recurso.

É “Dia do Trabalhador”




                      Sempre, ao se aproximar do 1º de Maio, aparecem manifestações a respeito da data “comemorativa” do Dia do Trabalhador, aliás, como em qualquer data comemorativa ou feriado, políticos colocam notas em jornais e empresas homenageiam seus “colaboradores”. Enfim, é o dia dos trabalhadores e precisa ser “comemorado”. Como? Comemorado? Ora, se bem me lembro, a data surgiu para lembrar ao mundo a violência cometida contra trabalhadores na cidade de Chicago nos EUA em 1886.
                       Dia do Trabalhador. NÃO é dia do trabalho. É do TRABALHADOR. A diferença é muito grande, diferença política, não de grafia.
                     O dia 1º de maio é feriado internacional. É dia de luta e luto em vários países do mundo, dia de lembrar dos trabalhadores operários de Chicago que foram assassinados por reivindicar uma jornada de trabalho de 8 horas diárias. Dia de lembrar que os setores privilegiados se utilizam de mecanismos variados para preservar suas benesses.
                     É preciso estarmos constantemente preocupados em preservar nossa memória, a memória social, a nossa história. Nesse caso a necessidade é maior ainda, uma vez que existe, há muito tempo, um movimento deliberado para distorcer essa memória; uma distorção lenta, subliminar, pois executada não só pelos setores mais reacionários da sociedade, mas muitas vezes por partidos de esquerda e por lideranças sindicais.
                 Para muitos o Primeiro de Maio é dia de show e de sorteio de prêmios, e durante essa manifestação, ninguém fala de exploração, organização, luta, ninguém fala da história que originou o feriado.

As Origens

      "Declaramos que a limitação da jornada de trabalho é a condição prévia, sem a qual todas as demais aspirações de emancipação sofrerão inevitavelmente um fracasso"
                  Esta frase é de Karl Marx, "pai" do socialismo científico, quando da fundação da Associação Internacional dos Trabalhadores em 1866.
Há pelo menos duas décadas os trabalhadores europeus se organizavam e lutavam por reivindicações trabalhistas.
                 As primeiras e mais importantes lutas operárias se desenvolveram na Inglaterra, a partir do início do século 19, primeiro com o movimento Ludista e posteriormente com o movimento cartista, reunindo várias categorias profissionais e transformando a luta por reivindicações econômicas em lutas políticas. Foi nesse contexto que se desenvolveram os primeiros sindicatos e a primeira Federação de Trabalhadores Ingleses.
                 O "cartismo" nasceu em 1837, quando foi redigida a "Carta ao Povo", documento que continha seis pontos de reivindicação: sufrágio universal, igualdade dos distritos eleitorais, supressão do censo, eleições anuais, voto secreto, pagamento aos deputados do Parlamento.
                Desde a década de 30 os cartistas fizeram conquistas consideráveis para a classe operária como: 1º lei de proteção ao trabalho infantil (1833), lei de imprensa (1836), reforma do Código Penal (1837), regulamentação do trabalho feminino e infantil (1842), lei de supressão dos direitos sobre os cereais e lei permitindo as associações políticas (1846), lei da jornada de trabalho de 10 horas (1847).
                Em 1842, auge do movimento, foi feita uma petição que exigia o sufrágio universal e a resolução de problemas econômicos. Apesar dos 3 milhões de assinaturas que a acompanhavam, a petição foi recusada pelo Parlamento.
                Em 1848, organizou-se nova manifestação de apoio à petição, com 5 milhões de assinaturas. Londres foi ocupada pelo exército, que impediu a manifestação. No entanto, até o ano de 1858 vários movimentos grevistas serviram para organizar e dar maior consciência à classe operária inglesa.
                O ano de 1848 foi importante não só na Inglaterra, mas em vários países do mundo, marcado por uma onda revolucionária conhecida como a "Primavera dos Povos".
Normalmente o movimento de 1848 é apresentado sob a ótica das idéias liberais e nacionalistas, particularmente nas regiões italianas e alemãs. Porém, como justificar então o nome dado ao movimento? Essa situação é bastante desigual nos países europeus. Se, é verdade que o sentimento nacionalista predomina na Alemanha e Itália, e que a burguesia lidera o movimento contra os governos absolutistas, a classe operária, mesmo de forma incipiente faz seu aparecimento de forma independente, com suas próprias reivindicações e formas de organização.
               Na França a Revolução de 1848 foi um momento de importante ascensão e organização independente da classe operária, seu apogeu ocorreu quando do movimento conhecido como "Comuna de Paris" em 1871, porém não só o movimento operário inglês e francês estavam em ascensão, em outros países europeus e também nos EUA surgiam movimentos de trabalhadores, principalmente imigrantes, que viviam em condições de superexploração.
Uma data que poucos trabalhadores realmente sabem a sua origem, mas que os governos e a burguesia conhecem bem e por isto fazem este teatro de parabenizar, homenagear e enaltecer o trabalho ao bom estilo do pão e circo dos romanos. Pois fazendo isto aliviam sua culpa, não pelo fato que originou a data, mas pelo que continua acontecendo ainda hoje com os trabalhadores: mutilações, fome, miséria e guerras. Tudo em nome da acumulação de riqueza por alguns em detrimento da maioria da população mundial.
Em Chicago, assim como no resto do mundo, muitos donos de fábricas eram prepotentes e racistas e tratavam seus empregados como máquinas humanas. O dia-a-dia dos operários nessas fábricas era idêntico ao dos trabalhadores europeus: horas intermináveis de trabalho e recebiam salários que mal davam para alimentar uma única pessoa. Os locais de trabalho eram sujos, sem ventilação e faltavam banheiros. A disciplina era extremamente rígida. Um capataz vigiava de perto os trabalhadores e ao cometerem a mínima falta, como deixar a janela aberta, estar sujo, lavar-se no trabalho, assoviar ou cochichar no serviço, resultava em multa. As multas eram descontadas dos salários, o que tornava a situação do operário ainda mais difícil.
Para diminuir os gastos e aumentar seus lucros, os donos das fábricas preferiam o serviço de mulheres e de crianças ao dos homens. No início, buscavam essas crianças nos orfanatos. Com o tempo, passaram a empregar os filhos de operários, cuja idade variava entre sete e quinze anos. Era normal uma criança trabalhar quatorze horas por dia, correndo sempre o risco de perder um dedo, mão ou braço ao lidar com as máquinas.
Portanto, não é uma data a ser comemorada, mas lembrada, um dia de luto em memória dos que morreram lutando por melhores condições de vida e de trabalho e que passados 130 anos percebemos que muito pouco ou quase nada mudou. Os trabalhadores continuam sofrendo as conseqüências das precárias condições de trabalho, as chamadas doenças ocupacionais estão aí para comprovar, principalmente as LER/DORT, mas também as doenças psíquicas oriundas da pressão exercida no cotidiano dos trabalhadores e os acidentes de trabalho continuam mutilando e matando mais que qualquer outra causa.
Os adoecimentos em função do trabalho (tanto mentais quanto físicos), os baixos salários, as perseguições quando os trabalhadores tentam se organizar para reivindicar melhores salários e condições de trabalho é constante nas empresas. Os trabalhadores que fazem greves, que se mobilizam são taxados de baderneiros, atrasados, agitadores e de radicais. Na verdade os radicais são aqueles que em maio de 1886 mandaram assassinar os trabalhadores em Chicago, são aqueles que em março de 1857 incendiaram uma fábrica têxtil cheia de mulheres, trabalhadoras que estavam protestando (hoje as mulheres trabalhadoras lembram esta data como dia de luta e luto, enquanto as burguesas fazem desfiles de moda e comemoram com chás reverenciados pelas colunas sociais dos jornais). Radicais são aqueles que promoveram os massacres operários de Rio Grande em 1950, e de Santana do Livramento, ocorrido em 1951, quando a polícia espancou e metralhou os trabalhadores.
Estes lamentáveis momentos históricos revelam a brutalidade com a qual sempre foram tratados os trabalhadores. Se fôssemos aqui enumerar todas as formas de opressão e exploração que aconteceram e ainda acontecem (ex: trabalho escravo em São Paulo, nos canaviais, nas minas, fazendas), faltaria espaço. Infelizmente, estes crimes nunca foram punidos.
A mídia tem papel importante neste contexto, embora no início do século XX os gráficos e jornalistas estivessem sempre na organização dos protestos, hoje não se reconhecem como trabalhadores e fazem o jogo do capital, escondendo ou dando um enfoque diferente para a data. Cabe lembrar que muitos jornalistas morreram nas mãos da “polícia dos patrões”.
Aponta-se que o caráter massificador do Dia do Trabalho, no Brasil, se expressa especialmente pelo costume que os governos têm de anunciar neste dia o aumento anual do salário mínimo, é com satisfação que noto a mudança nos últimos anos a mudança promovida pelo Governo Lula e agora da Dilma em anunciar esse aumento em data diferente, ainda que as condições de exploração pelos capitalistas donos dos meios de produção continuem da mesma forma
A história do 1º de Maio
Num congresso de trabalhadores realizado em Chicago em 1884, um marceneiro sugeriu que a partir de 1º de maio de 1886, os trabalhadores cruzassem os braços nos locais onde os patrões se recusassem a aceitar a jornada de oito horas de trabalho.
Sábado, 1º de maio de 1886 As portas das fábricas, casas de comércio e repartições públicas amanheciam fechadas. Uma passeata dos trabalhadores termina com um gigantesco comício. A manifestação começa e termina de forma pacifica.
Segunda-feira, 3 de maio. A greve continua. Os operários estão concentrados em frente à porta de uma das fabricas de Chicago quando a policia chega atirando. Seis trabalhadores são mortos, cinqüenta ficam feridos e muitos outros são presos.
Terça-feira, 4 de maio. Os trabalhadores e suas famílias estão reunidos na Praça Heynmarket, lutando contra a violência e as injustiças. Naquele momento, uma bomba lançada por mãos desconhecidas cruza os ares indo explodir entre os policiais. A reação é imediata. Os soldados abrem fogo contra a multidão, matando centenas de pessoas de todas as idades: é o Massacre de Haymarket.
Os lideres operários são presos e responsabilizados injustamente pelas mortes ocorridas durante o protesto dos trabalhadores.
Em 1894, diante de continuados protestos, o governador de Illinois resolve anular a sentença que condenou à forca os lideres operários, acusando de infames o juiz, os jurados e as falsas testemunhas.
Após o massacre de 1886 os trabalhadores lutaram com dificuldades, mas conquistaram direitos como a redução da jornada de trabalho, férias, 13º salário, fundo de garantia, aposentadoria, licença maternidade, seguro-desemprego, melhorias nas condições de trabalho, etc...

Esta data até pode ser comemorada, mas acima de tudo ela deve ser de reflexão, de luto, chorada por todos os que querem um mundo sem desigualdades.

“Morreram? Quem disse, se vivos estão?
Não morre a semente lançada na terra.
Os frutos virão.
Num dia tão certo, tão claro, tão perto,
meus olhos verão” (Lila Ripoll)

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sexta-feira, 29 de abril de 2011

Estado e União debatem políticas de acesso à cultura digital

Uma reunião no Palácio Piratini, na manhã desta sexta-feira (29), debateu as estratégias conjuntas entre Estado e União no que se refere às políticas de Cultura Digital. A proposta do Gabinete Digital e a construção das prioridades da área da cultura junto ao Plano Plurianual também estiveram em pauta.

O chefe de gabinete do governador, Vinícius Wu, reforçou a representantes do Ministério da Cultura (Minc), que as questões da área não terão uma abordagem setorial, mas se inserem como estratégia central de Governo: "Este é um eixo fundamental de nosso programa, em que compreendemos a construção das políticas culturais a partir de uma relação transversal entre Governo e sociedade". Wu explicou que o Gabinete Digital, que será lançado no dia 24 de maio, é mais uma ferramenta alinhada a uma nova visão sobre governança democrática, com estímulo à participação cidadã, por meio das redes sociais e todos os meios digitais disponíveis. Para o diretor de políticas culturais do Minc, Américo José Córdola, o Gabinete Digital pode tornar-se referência não só no Rio Grande do Sul, mas no País, a partir da possibilidade de integração e adoção de políticas similares em outros Estados.

Cultura Digital
O coordenador de Cultura Digital do Ministério da Cultura, José Murilo, detalhou os benefícios para o cidadão das políticas de cultura digital. "Uma das questões é o acesso ao conhecimento. Imagine a possibilidade de se digitalizar todos os acervos públicos, que, a partir de então, ficariam disponíveis a todos que tiverem um computador e acesso à internet", explicou Murilo.
Para que a proposta se consolide, no entanto, ele alerta que os processos de digitalização dos acervos de bibliotecas e arquivos passem a priorizar o acesso público, privilegiando a informação, a transparência e a democracia. Esse conceito, de acordo com o secretário-adjunto da Cultura, Jefferson Assumpção, deve ser aplicado na digitalização do acervo do Museu de Arte do Rio Grande do Sul (MARGS). O Governo do Estado e Minc também acertaram o compromisso de construção conjunta de um alinhamento das propostas para a área de Cultura no Plano Plurianual (PPA) Federal.

Edição: Redação Palácio Piratini (3201-4305)

Parte da história dos sindicatos no RS, Brasil e Mercosul pode ser vista no Espaço de Arte

jornais e revistas do jornalista João Batista Marçal, pesquisador e autor de mais de dez livros sobre as lutas operárias e sindicais no Rio Grande do Sul. É uma pequena amostra do material que coletou nos mais de 40 anos de estudos, entrevistas e coleta de dados sobre o assunto.

A série “1º de Maio” é uma homenagem ao Dia do Trabalho e tem abertura na segunda, dia 2, a partir das 19h. Quem visitar a exposição ainda recebe o último livro de Marçal, “Organizações Operárias: Uma História Feita de Sangue e Intolerância – História das Primeiras Entidades Organizativas de Classe”, editada com apoio do SindBancários.

O acervo de Marçal reúne principalmente publicações gaúchas, sendo a mais antiga um jornal de Pelotas de 27 de março de 1892. O jornalista possui ainda jornais e revistas brasileiras impressas a partir de 1908 e periódicos dos países do Mercosul publicados durante as ditaduras militares na America do Sul, possuindo exemplares produzidos na Europa por quem foi para o exílio.

Por ser material antigo e raro, “1º de Maio” apresenta a reprodução dos jornais através de fotografias de Jonathan Heckler. A exposição fica no Espaço de Arte da Casa dos Bancários até domingo, dia 15. O local está aberto para visitação de segunda à sexta, das 9h às 18h.

Fonte: Imprensa/SindBancários Última atualização em Qui, 28 de Abril de 2011 17:57

chamado ao compositores e musicos que passaram trabalhos para a 6ª Manoca do Canto Gacho fase local


"Os poetas com composições classificadas para a Fase Local da 6ª Manoca deverão encaminhar até o dia 06 de maio a Ficha Técnica e o Rider de palco para o email manocadocantogaucho@gmail.com ou pessoalmente para a organização do festival".

Rovani Morales
51 9619-9297

1º de Maio é Dia de Luta

Jornal Especial da CUT apresenta entrevista com Artur Henrique e bandeiras que a Central defenderá no Dia Internacional do Trabalhador

Escrito por: Luiz Carvalho

Capa do Jornal da CUT de maio
Capa do Jornal da CUT de maio

As celebrações do Dia Internacional do Trabalhador deste ano escancaram os princípios que separam a CUT das demais centrais sindicais. Como fez ao longo de sua história, mais uma vez a Central promoverá o 1.º de Maio de luta por todo o Brasil.

Entre as bandeiras de luta que defenderá neste ano, a que gera maior discussão é a substituição do imposto sindical por uma contribuição negocial, definida democraticamente em assembleia. Apesar de se comprometerem com essa medida em 2008, quando da aprovação da lei que reconhece formalmente as centrais sindicais, as demais entidades refugaram nesse tema.

Na edição especial de maio do Jornal da CUT, que você pode ler clicando aqui, o presidente Artur Henrique aponta a importância do financiamento das organizações sindicais ser feita pelos próprios trabalhadores, ao invés de receberem recursos do Estado sem a necessidade de organização e mobilização.

A publicação apresenta ainda a programação do 1º de Maio em alguns estados brasileiros, (clique aqui para ler a agenda completa) e aponta as outras bandeiras cutistas para este Dia Internacional do Trabalhor.

Lula, Dilma e o futuro do Brasil

Escrito por Emir Sader l Blog do Emir    

Sociólogo Emir Sader analisa as transformações dos últimos 8 anos e aponta a necessidade de novas superações
A questão fundamental que decidirá o futuro do Brasil se dá no plano dos valores. Nosso país foi profundamente transformado em décadas recentes. Esgotado o impulso democrático pela frustração de termos um governo que democratizasse o país não apenas no plano político e institucional, mas também nas profundas estruturas injustas e monopólicas geradas e/ou consolidadas na ditadura, sofremos a ofensiva neoliberal dos governos Collor, Itamar e FHC, que não apenas transformaram o Estado e a sociedade brasileiros, mas também os valores predominantes no país.

O resgate no plano da economia e das relações sociais que o governo Lula logrou - e a que o governo Dilma dá continuidade – não afetou os valores predominantes instalados na década anterior. O justo atendimento das necessidades de acesso aos bens e serviços básicos de consumo da massa mais pobre da população foi acompanhada, pela retomada da expansão econômica, pela continuidade e a extensão dos estilos de consumo e dos valores correspondentes gerados no período anterior.

Que valores são esses? Eles se fundamentam na concepção neoliberal da centralidade do mercado em detrimento dos direitos, do consumidor em detrimento do cidadão, da competição em detrimento do justo atendimento das necessidades de todos. É o chamado “modo de vida norteamericano”, que se difundiu com a globalização e com a hegemonia mundial que os EUA conquistaram no final da guerra fria, com o fim do mundo bipolar e sua ascensão a única potencia global.

Trata-se de uma visão do mundo não centrada nos direitos, na justiça, na igualdade, mas na competição entre todos no mercado, esse espaço profundamente desigual e injusto, que não reconhece direitos, que multiplica incessantemente a concentração de riqueza e a marginalização da grande maioria.

A extensão do acesso ao consumo para todos e o monopólio dos meios de comunicação – concentrados em empresas financiadas pelos grandes monopólios privados – favoreceram que as transformações econômicas e sociais não tivessem desdobramentos no plano da ideologia, dos valores, no plano cultural e educativo. No momento em que a ascensão social das camadas pobres da população ganha uma dimensão extraordinária, o tema dos valores que essas novas camadas que conseguem, pela primeira vez, ter acesso a bens fundamentais, fica em aberto que valores serão assumidos por esses setores, majoritários na sociedade brasileira.

Não por acaso setores opositores, em meio a uma profunda crise de identidade, tentam apontar para essas camadas sociais ascendentes como seu objetivo, para buscar novas bases sociais de apoio. E o próprio governo tem consciência que na disputa sobre os valores desses setores ascendentes se joga o futuro da sociedade brasileira.

Há várias questões pendentes, preocupantes, com que o governo Dilma se enfrenta. As readequações da política econômica não conseguiram ainda dar conta da extensão dos problemas a enfrentar: taxas de juros altas e em processo de elevação, desindustrialização, riscos inflacionários, insatisfação com o aumento do salario mínimo – para citar apenas alguns.

Da mesma forma que as condições em que se dão obras do PAC revela como a acelerada busca dos objetivos do plano não levou devidamente em consideração as condições a que as empreiteiras submetem as dezenas de milhares de trabalhadores das obras mais importantes do governo federal. Jirau, Santo Antonio, Belo Monte – são temas que estão longe de ter sido devidamente equacionados.

As mudanças, mesmo se de nuance, na politica externa, suscitam perguntas sobre se a equilibrada formulação de perseguir o respeito aos direitos humanos sem distinção do país, se reflete na realidade, quando inseridas em um mundo extremamente assimétrico, em que, por exemplo, o Irã é denunciado, enquanto os EUA – por Guantánamo – e Israel – pela Palestina – não são tratados da mesma forma. Em que a Líbia é bombardeada, enquanto se trata de maneira diferenciada a países em que se dá o mesmo tipo de movimento opositor, como o Iémen e o Bahrein, para citar apenas alguns casos. Se iniciativas que impeçam que se trate, objetivamente, de dois pesos, duas medidas, não forem tomadas, o equilíbrio que se busca não se refletirá no conflitivo e desequilibrado marco de relações internacionais.

Mas a questão estrategicamente central - mencionada anteriormente - é a questão das ideias, dos valores, da cultura, das formas de sociabilidade. Nisso, as dificuldades na politica cultural (retrocessos, isolamento politico, ausência de propostas, falta de consciência da dimensão da politica cultural no Brasil contemporâneo), na educativa - com a indispensável e estreita articulação entre politicas educativas e culturais - e o seu desdobramento fundamental nas politicas de comunicação, são os elementos chave. Com a integração das políticas sociais – do Bolsa Família às praças do PAC -, das politicas de direitos – dos direitos humanos aos das mulheres e de todos os setores ainda postergados no plano da cidadania plena – deveria ir se constituindo uma estratégica ampla e global para promover e favorecer formas solidárias e humanistas de sociabilidade. Para que estejamos a favor do governo não apenas porque nossa situação individual está melhor, mas porque o principal problema que o Brasil arrasta ao longo do tempo – a desigualdade, a injustiça social, a marginalização das camadas mais pobres – tem tido respostas positivas e sua superação é o principal objetivo do governo.

Foi criada no Brasil uma nova maioria social e politica, que elegeu, reelegeu Lula e elegeu Dilma. Trata-se agora de consolidar essa nova maioria no plano das ideias, dos valores, da ideologia, da cultura. Esse o maior e decisivo desafio, que vai definir a fisionomia do Brasil da primeira metade do século XXI.

SHANA MÜLLER

Lucro do Santander cresce 17,5% no 1º trimestre e funcionários pedem igualdade de direitos e tratamento

Lucro do Santander cresce 17,5% no 1º trimestre e funcionários pedem igualdade de direitos e tratamento

O Santander Brasil fechou o primeiro trimestre de 2011 com lucro líquido de R$ 2,071 bilhões, um crescimento de 17,5% sobre o mesmo período do ano passado, apoiado na expansão de financiamentos e na redução de despesas para perda com crédito. O resultado também subiu 8% em relação ao apurado no último trimestre do ano passado, de R$ 1,918 bilhão. O resultado global teve uma queda anual de 4,8% no lucro líquido, que ficou em 2,11 bilhões de euros. O Brasil contribuiu com cerca de um quarto do resultado da instituição. O lucro do Santander na Espanha, que representa menos que o Brasil ou Inglaterra para os negócios do banco, caiu 31% na comparação com o primeiro trimestre do ano passado, mas subiu 54,3% em relação ao último trimestre de 2010.

Procura-se

Os pássaros de mesma plumagem procuram voar juntos.

Procura-se

Procura-se a poesia, viva ou morta, procura-se.
Poesia como um amor adolescente,
Ingênuo. Descobrindo e descobrindo-se.
Como o primeiro olhar de cumplicidade
E o primeiro beijo. E a primeira lágrima de dor.
(E não existe outro amor mais delirante).

Procura-se a poesia, viva ou morta, procura-se.
Poesia contra a opressão,
Poesia como um rio sem represas,
Poesia libertária, abrindo grades,
Poesia devolvendo o céu aos pássaros,
Poesia sem preço, nem limites,
Poesia como lenitivo, como bálsamo,
Poesia contra as feridas deste tempo,
Poesia contra quem nos fere,
Poesia para quem nos fere,
Poesia necessária, poesia imprescindível
Como a água que bebemos.

Procura-se a poesia, viva ou morta, procura-se.
Poesia de Neruda, eterna como as geleiras da sua terra,
Alta como a cordilheira que moldou o seu canto inigualável,
Livre como o condor, senhor dos ares ameríndios.
Poesia com gosto de vinho, poesia cor de sangue,
Poesia como o mar, belo e temível. Temivelmente belo.
Poesia de Drummond, cortante como um punhal,
Feita do ferro das suas minas não tão gerais,
Poesia denunciadora como a Rosa de Hiroshima,
Poesia gritando feito uma menina do Vietnam,
Nua. Queimada de Napalm, gritando...
Ardendo em chamas dentro de nós.

Procura-se a poesia, viva ou morta, procura-se.
Poesia como um relâmpago na noite escura,
Como o tímpano adivinhando o trovão
Que ainda não veio, mas virá.
Poesia como uma flor em meio ao charco,
Como as gotas de orvalho sobre a relva,
Como uma carta de amor no bolso de um soldado
Que foi morto por outro soldado que
também foi morto,
Ambos assassinados por alguém que
nunca foi à guerra.
Poesia épica como a música de Serrat
Onde Dom Quixote ainda enfrenta os cataventos,
E García Lorca ainda está vivo,
Zombando dos generais que o fuzilaram.
Como o exemplo de uma mulher por trás das barricadas,
Defendendo a frágil democracia de sua
imensa Espanha
E gritando: No pasarán!... No pasarán!... No pasarán!

Procura-se a poesia, viva ou morta, procura-se.
Poesia como um amor adulto, aparando arestas,
Buscando completar um estranho quebra-cabeças
Onde sempre está faltando alguma peça.
(E não existe outro amor mais desafiante).
Poesia como as mãos de Víctor Jara, tocando,
Mutiladas mas ainda ali, tocando
Para todos os opressores deste mundo, tocando
Para os abutres disfarçados de defensores da liberdade,
Pois cada Pinochet é somente um títere,
Perigoso títere de uma ideologia onde o lucro
É o único Deus e a águia é o símbolo do poder.

Procura-se a poesia, viva ou morta, procura-se.
Poesia como o espetáculo indescritível das estrelas
Numa noite clara, longe das cidades de neon.
Poesia como as mãos de um escultor
Moldando o barro, forjando o tempo.
Poesia como o sutil traço de um pintor
Transformando a matéria em sentimentos.
Poesia desesperada como um suicídio,
Como a dor das mães-avós da praça de maio,
Lutando contra o silêncio e o esquecimento.

Procura-se a poesia, viva ou morta, procura-se.
Poesia como flecha contra mísseis e satélites.
Poesia como o pedaço de céu visto entre as grades
De todos os cárceres do planeta.
Poesia como a ausência das pessoas que perdemos,
Mas que continuarão em nós, enquanto vivermos.
Poesia como um barco regressando.
Poesia incoerente e bela. Incoerentemente bela.
Como o pranto solitário de Carlitos,
Como a ternura inquebrantável de Guevara.
Poesia necessária, poesia imprescindível
Como o ar que respiramos.

Procura-se a poesia, viva ou morta, procura-se.
Poesia como o último índio de uma raça,
Exposto aos brancos como um animal exótico.
Poesia como o grito igualitário de Zumbi
Sem entender porque a cor difere os homens.
Poesia como o coração de Chico Mendes
Sangrando sobre o verde da Amazônia.
Poesia como os cem anos de solidão
A que estão condenadas todas as Macondos
Deste hemisfério culpado por ser inocente.

Procura-se a poesia, viva ou morta, procura-se.
Poesia como um amor maduro,
Bebendo a última luz do entardecer.
(E não existe outro amor mais verdadeiro).
Poesia necessária, poesia imprescindível
Como o sol de cada dia.
Poesia como alguém que dá sua vida
Por um ideal, por um amor, por um amigo,
Poesia como alguém que dá sua vida por alguém,
Sem importar-se, que, afinal, está entregando
A sua mais bela e - quem sabe -
Única, necessária e imprescindível poesia.


Martim César

A segunda morte de D.Quixote

Onde há música não pode haver coisa má. Miguel de Cervantes Saavedra

Obra: Cléber Carvalho
A segunda morte de D.Quixote

Enfim termina o sonho, voltaste a ser Quijano
E a morte que te ronda é a de cada ser humano
E a sorte que te espera é a de todos os mortais

Enfim tudo se acaba... e assim também a aventura
Daquele heróico cavaleiro nem recordas a figura
Aqueles dias memoráveis não regressarão jamais

E, no entanto, o que importa a tua tardia lucidez
Se o mundo sempre vai lembrar a altiva insensatez
De um louco que sonhou ser um sonho a realidade

Teu nome - Dom Alonso - será apagado pelo vento
Mas Dom Quixote viverá muito além do nosso tempo
Além de ti, além de mim... enquanto houver humanidade!!!

Martim César

(Homenagem à Ione Russo, e - por supuesto - ao Quijano da sua história de vida)

quinta-feira, 28 de abril de 2011

MOSTRA FESTIPOA LITERÁRIA | CINEMA E LITERATURA NO CINEBANCÁRIOS

MOSTRA FESTIPOA LITERÁRIA - CINEMA E LITERATURA
NA
TELA DO CINEBANCÁRIOS
ENTRADA FRANCA
A partir de terça-feira, 3 de maio, o CineBancários integra-se à programação da quarta edição da Festipoa Literária, promovendo até domingo, 8 de maio, a Mostra Cinema, Literatura e Humor Gráfico, que reúne seis longas-metragens. Realizada anualmente pela equipe do jornal de literatura Vaia, a Festipoa Literária recebeu em 2010 o prêmio Fato Literário, na categoria “Projeto Literário”, pelo voto popular. Para acompanhar a programação deste ano do evento, o CineBancários reuniu filmes clássicos como Macunaíma e São Bernardo, além de documentários e de um raro filme português sobre o escritor Fernando Pessoa, Filme do Desassossego. A programação ainda será acompanhada por três debates com os filmes brasileiros Malditos Cartunistas, de Daniel Garcia e Daniel Paiva e Um Morcego na Porta Principal, de Marco Abujamra e João Pimentel .

A mostra Cinema, Literatura e Humor Gráfico permanece em cartaz de 3 a 8 de maio e pode ser conferida em três sessões diárias, 15h, 17h e 19h. A entrada é franca.


ESTE EVENTO CONTA COM O APOIO CULTURAL DE CURTA O CIRCUITO


PROGRAMAÇÃO
Macunaíma, de Joaquim Pedro de Andrade (Brasil, 1969, 108 minutos)
Baseado no romance de Mário de Andrade, Macunaíma é a história de um anti-herói, ou um “herói sem nenhum caráter”, nascido no fundo da mata virgem. De preto vira branco e troca a mata pela cidade, onde vive incríveis aventuras, acompanhado de seus irmãos. Na cidade, segue um caminho zombeteiro, conhecendo e amando a guerrilheira Ci e enfrentando o vilão milionário, Venceslau Pietro Pietra, para reconquistar o amuleto que herdara de Ci, o muiraquitã.

MP denuncia 25 pessoas por suspeita de fraude em ações de marketing do Banrisul

MP denuncia 25 pessoas por suspeita de fraude em ações de marketing do Banrisul


O inquérito e a denúncia da Operação Mercari, que investigou o superfaturamento de ações de marketing do Banrisul, foram concluídos e encaminhados à Justiça na segunda-feira, dia 25. Vinte e cinco pessoas foram denunciadas pelo Ministério Público (MP) por formação de quadrilha, peculato, lavagem de dinheiro, falsidade ideológica e corrupção passiva.

A denúncia, que tem 375 folhas, está sob análise da 6ª Vara Criminal, no fórum central de Porto Alegre. A investigação teve início a partir de informações de que ações de marketing do Banrisul, contratadas junto a agências publicitárias, teriam sido superfaturadas via empresas terceirizadas.
O SindBancários reafirma a importância do Banrisul enquanto banco público, por isso desde o início das investigações defendeu o afastamento dos suspeitos, a apuração total dos fatos e a punição dos responsáveis.
“Não vamos aceitar que uma instituição pública, parte do patrimônio do Estado, seja utilizada para fins escusos. Enquanto estes casos ocorriam, a antiga direção do Banrisul se concentrava em reduzir despesas, precarizando as condições de trabalho e de atendimento aos seus milhares de clientes”, afirma a diretora de Saúde do SindBancários e funcionária do Banrisul, Lourdes Rossoni.
Entenda o caso
A Operação Mercari foi deflagrada em setembro do ano passado. A investigação verificou suspeitas de fraude em ações publicitárias do Banrisul. De acordo com cálculo inicial da Polícia Federal, cerca de R$ 10 milhões foram desviados na fraude. Pelo menos quatro pessoas foram presas, e uma quantia em dinheiro equivalente a R$ 3,4 milhões foi apreendida à época da operação. Fonte: Imprensa/SinidBancários com informações zerohora.com
Última atualização em Qua, 27 de Abril de 2011 12:40

Sonido del Alma Gaucha no 2º FIMP



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| Notícias › Cultural
Quinta-feira, 28 de Abril de 2011 .
Sonido del Alma Gaucha no 2º FIMP
Foto: Divulgação
Vinícius e Alessandro com o maestro Jean Reis
Cultural Vinícius e Alessandro com o maestro Jean Reis
 
Na noite desta quarta-feira, 27/04, o Grupo Sonido esteve reunido no Obino Hotel, em Bagé, com o Maestro Jean Reis. A pauta do encontro foi acertar os detalhes sobre sua participação no 2º Festival Internacional de Música no Pampa, o FIMP.

Durante a 1ª edição do evento, em 2010, o grupo foi convidado pelo maestro para se apresentar com a orquestra no ano seguinte, quando da sua 2ª edição.

Depois do estrondoso sucesso em sua estréia, o Festival colocou Bagé na rota dos grandes eventos de Música Erudita do Brasil.

No dia 30/07/2011, ainda nas comemorações dos 200 anos de Bagé,  o Sonido sobre ao palco do Ginásio Presidente Médici acompanhado pela Orquestra formada por alunos e professores de renome de diversos países.

Mais detalhes nos sites: www.fimp.com.br e www.jeanreis.com.br
 
       
  Sonido del Alma Gaucha® All rights reserved
Fone: 53 3247.1366 / 9108.7697 - © Copyright 2006 - Bagé/RS
 
     

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Conversa de Tambores



dia 01 de maio de 2011 Domingo

Local: Nonoai Tenis Clube - Av. Nonoai, 557 - frente a SPAM
Entrada Franca
12h -  almoço                                                Cerveja R$ 3,00 latão
14h -  filme O Grande Tambor                                 Vinho
16h -  Capoeira de Raiz                                   Refrigerante
19h -  Samba de Roda                                    Doces e Salgados
21h -  Samba de Mesa                                    Almoço R$ 5,00

Agradecemos a sua particvipação nos anteriores e contamos com você na construção deste proximos eventos
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Convide seus amigos, para nós sera um prazer

Não há trabalho decente sem organização sindical, afirmam trabalhadores em seminário internacional da CUT-SP

Escrito por: Luiz Carvalho


Adi Lima (de pé) durante abertura do seminário
Adi Lima (de pé) durante abertura do seminário
Nesta quarta-feira (27), a CUT-SP realizou no museu Afro Brasil, na zona sul da capital paulista, o primeiro dia de seminários internacionais que compõem a programação do 1º de Maio, que neste ano tem como tema “Brasil-África – Fortalecendo as lutas da classe trabalhadora”.





O debate faz parte de uma série de atividades que contarão com representantes sindicais de 13 nações africanas e prosseguirão até o Dia Internacional do Trabalhador discutindo assuntos como preconceito, inclusão social e trabalho decente.

Foi justamente o último desses temas que norteou os diálogos desta quarta. Presidente da CUT-SP, Adi Lima, destacou na mesa de abertura a necessidade dos movimentos sociais brasileiros estreitarem laços com as organizações do continente. “Conhecemos pouco sobre a África, berço da humanidade, com quem temos uma dívida muito grande pelos escravos que de lá partiram e vieram para o nosso país”, afirmou.

A seguir, o coordenador do Programa de Empregos Verdes e Trabalho Decente da Organização Internacional do Trabalho (OIT), Paulo Muçouçah, a integrante do Departamento Sindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), Ana Paulino, e o representante do Ministério do Trabalho e Emprego, Warlen Ferreira, fizeram um balanço das ações ligadas ao trabalho digno no Brasil.

Transformar teoria em prática
Em relação à ações práticas, os debatedores destacaram a construção, em 2003, de uma agenda nacional e de um plano nacional de trabalho decente que tem como prioridade a geração de mais e melhores empregos com igualdade de oportunidades e de tratamento, a erradicação do trabalho e infantil e o fortalecimento do diálogo entre governo, empresários e trabalhadores.

Para Ana, porém, é preciso que os movimentos sociais cobrem para que a teoria seja transformada em algo prático. “Após o presidente Lula assumir o governo, o Brasil começou a pensar em uma agenda do trabalho decente. Mas, temos grandes desafios a superar, começando por estabelecer consensos dentro do próprio movimento sindical. Também devemos qualificar a participação da bancada dos trabalhadores no fórum tripartite que discute o tema e monitorar as metas que foram estabelecidas”, comenta.

Um próximo passo fundamental acontecerá em maio de 2012, com a realização da 1.ª Conferência Nacional de Trabalho Decente. O encontro será precedido por etapas estaduais e municipais, nesse caso, nos locais onde o poder executivo convocar. Portanto, a pressão da classe trabalhadora será fundamental.
Integrante da delegação africana assiste o seminário
Integrante da delegação africana assiste o seminário


Coordenador da mesa, o secretário da Relações do Trabalho da CUT-SP, Rogério Giannini, destacou a prioridade que a Central levará para o evento nacional. “Daremos ênfase à organização no local de trabalho, ao direito de greve para que tudo isso que apontamos como importante se torne algo efetivo e não fique apenas no campo dos conceitos”, comentou.

Inclusão e desenvolvimento
No período da tarde, os trabalhadores discutiram a inclusão social nas sociedades em desenvolvimento com a presença do secretário das Relações Internacionais do Congresso Sul Africano dos Trabalhadores (Cosatu), Bongani Msuku.

Antes, o técnico do Instituto de Pesquisa e Economia Aplicada (IPEA), André Campos, destacou a importância do aumento da taxa de atividade, ocupação, formalização e remuneração para a inclusão social.



“Muito por conta da política de valorização do salário mínimo conquistada pelas centrais, estamos observando um processo de distribuição de via mercada de trabalho, que não acontecia antes de 2004. Entre 2004 e 2010, tivemos um cenário de mercado favorável ao trabalhador”, avaliou.

Contudo, ele adverte para o desafio que o movimento sindical tem de vencer a desigualdade que ainda persiste no processo de contratação e ascensão, especialmente entre mulheres, negros e jovens.

Para isso, defende, é necessário ampliar as políticas públicas que promovam a manutenção da elevação do mínimo, o aumento da oferta de crédito, a redução da taxa de juros, reformas agrária e urbana, a ampliação da economia solidária e políticas transversais para estabelecer equidade de gênero e raça. “O resultado que obtivemos nos últimos anos mostra que não precisamos de menos, mas de mais Estado.”

Passamos do apartheid político para o econômico
Representante da Cosatu, Msuku afirmou que a herança da exploração colonial e a substituição do regime de apartheid pelo neoliberalismo deixaram profundas marcas que precisam ser superadas. Entre elas, a visão de que o continente é fornecedor de mão-de-obra barata e consumidor de produtos manufaturados, a concentração de renda e os serviços básicos voltados a atender o mercado externo. Segundo ele, as melhores estradas são as que levam para o aeroporto, às praias e aos portos; na educação, os cursos de medicina e tecnologia são dominados pelos brancos, enquanto a maior parte dos negros continua sem emprego; 72% dos gerentes das instituições financeiras africanas são brancos, apesar de representarem apenas 10% da população no continente.

“Passamos do apartheid político para o econômico. É assim que o neoliberalismo funciona”, criticou.

Para ele, a forma de reverter esse processo é restabelecer o diálogo com os países vizinhos para estabelecer uma nova estratégia de desenvolvimento, definir um plano de aplicação dos recursos internos para solução dos problemas dos países africanos que geram a riqueza, buscar a independência do financiamento que vem do assistencialismo e do Fundo Monetário Internacional (FMI) e a solidariedade do Sul ao Sul.

Tudo isso, porém, depende da fiscalização dos trabalhadores. “Nada substitui a organização no chão da fábrica, na base, no local de trabalho”, define.

Representants de 13 nações da África debaterão integração dos povos
Representants de 13 nações da África debaterão integração dos povos
 

Organização sindical tem que ser lei– Ex-vice presidente da CUT, José Feijóo, fortaleceu a necessidade do estado promover o crescimento que, por sua vez, seja indutor do desenvolvimento social, conforme aconteceu a partir do governo do presidente Lula. Ele ressaltou que isso ocorreu por meio do investimento em políticas públicas e do diálogo com os movimentos sociais.






Mas isso, diz ele, não significa que a questão do trabalho decente esteja resolvida. “Ainda não conquistamos a organização sindical como direito, o que inclui criar punições para práticas antissindicais. Além disso, temos que avançar na inclusão social por meio da educação,  promover a igualdade de oportunidades no processo de contratação e de ascensão dentro das empresas e garantir que  as políticas públicas de saúde e de seguridade social se mantenham como direitos universais”, aponta.

Por fim, Feijóo alterta para a necessidade do Brasil ser mais democrático internamente, alterando a democracia meramente do voto por uma que permita maior participação do povo através de referendos e plebiscitos, e externamente. “Temos a obrigação de estabelecer uma relação internacional de comércio justo e não de exploração, com a qual sempre convivemos.”

Os debates do seminário internacional continuam nesta quarta. Leia baixo a programação:

27/04 – Workshop Internacional – Local Museu Afrobrasil

28/04 – Mostra de Cinema Brasil-África – Local Auditório Sindisaúde
Workshop Internacional – Local Museu Afrobrasil
Oficinas Culturais – Local Museu Afrobrasil

29/04 – Seminário Sindical Internacional  "Desenvolvimento, sustentabilidade e inclusão social  – Os desafios da relação Sul-Sul" – Local Sesc Vila Mariana

30/04 – Samba com Feijoada: Arlindo Cruz, Jorge Aragão, Diogo Nogueira, Leci Brandão e Marcinho do Cavaco, no Vale do Anhangabaú, a partir das 9h
Cortejos: Capoeira, Maculele, Moçambique, Jongo, Tambores do Vale
Escola de Samba Tom Maior

01/05Shows: Mart´nália, banda Ilê Ayê (Bahia), Rappin´Hood, Dog Murras (Angola), Chico César e Martinho da Vila,  no Vale do Anhangabaú, a partir das 9h
Ato político sindical-social: Com sindicalistas e movimentos sociais do Brasil e da África.
Ato inter-religioso: Diversas confissões religiosas celebrarão juntas esta data internacional dos trabalhadores (as).
Ato cultural: Com a presença dos atores Celso Frateschi e Danny Glover.
Homenagens: Lula e Nelson Mandela
Atividades Simultâneas
- Exposições e Feiras
- Exposição fotográfica
- Exposição de esculturas e charges
- Feira de Livros
- Feira gastronômica
- Heróis de todo o mundo (vídeo com personagens afro-brasileiro,
fundamentais da nossa história)
- Desfile de roupas de padronagem africana
- Desfile de penteados Afro
- Exposição de tecidos

Com mais de 40 atividades em nove horas, ENERGIA Bancária acontece dia 30. Inscreva-se!

Com mais de 40 atividades em nove horas, ENERGIA Bancária acontece dia 30. Inscreva-se!
 
O que você acha de passar um dia ao ar livre participando de atividades que estimulem o desenvolvimento de hábitos mais saudáveis? Esta é a ideia do ENERGIA Bancária, um evento criado para bancários, amigos e familiares se integrarem e se divertirem durante nove horas em mais de 40 atividades esportivas, de lazer e saúde.

.: Veja a programação, o mapa do evento e inscreva-se no site do ENERGIA Bancária

terça-feira, 26 de abril de 2011

COXILHA NEGRA


FESTIVAL COXILHA NEGRA

Data: dias 09 10 11 12 de junho de 2011.
Local: Ginásio Municipal de Esportes (Gastão Hoff) / Butiá – RS.
Financiamento: Sistema LIC e Governo do Estado
Patrocínio: Copelmi
Sinopse: O festival é um instrumento de incentivo e promoção da música regional do estado que contribui para o crescimento e o desenvolvimento da sociedade cultural na região sul do país. O evento realiza em sua programação atividades como; música e dança, é um festival de música popular e nativista que acontece no estado, vêem contemplar os músicos amadores e profissionais que apresentam seus trabalhos divulgando-os em benefício do desenvolvimento da cultura.

Objetivos específicos:
1- Divulgar o festival na região sul do país.
2- Valorizar os ritmos e instrumentos musicais do Rio Grande do Sul.
3- Promover um intercâmbio cultural através da música nativista.
4- Realizar shows com grupos de danças para o entretenimento do público.
5- Oportunizar a participação de músicos amadores no festival.
6- Realizar palestra em benefício da comunidade.
7- Realizar oficina de música em benefício da comunidade.
8- Promover a integração entre artistas, músicos, poetas e compositores.
Regulamento - clique aqui.
Ficha de Inscrição - clique aqui.
 

VOZES DO JACUÍ



FESTIVAL VOZES DO JACUÍ

Projeto: Festival de São Jerônimo recebe novo título (FESTIVAL VOZES DO JACUÍ).
Data: dias 17 18 19 de junho de 2011.
Local: Clube do Comércio – São Jerônimo/RS.
Obs.: Os trabalhos enviados com o nome antigo (Água da Sanga 2011) serão automaticamente transferidos para a triagem do (FESTIVAL VOZES DO JACUÍ), novas composições poderão ser remetidas respeitando os prazos previstos no regulamento.
Financiamento: Sistema LIC e Governo do Estado)
Patrocínio: MULTILAB

Objetivo geral:
Realizar um festival de música gaúcha que venha contribuir para o desenvolvimento da cultura do estado, realizando atividades que beneficiem a música nativista oportunizando aos artistas, profissionais e amadores, a apresentação de suas obras sendo avaliadas com os méritos merecidos, para que elas contribuam com o desenvolvimento cultural em benefício da sociedade.
São Jerônimo, esta situado na região carbonífera as margens do Rio Jacuí, um dos maiores rios do estado, local onde acontece o encontro das águas dos Rios Taquari e Jacuí. Assim, em homenagem ao que representa o Rio Jacuí para o desenvolvimento do município, da região carbonífera e o vale do Taquari, apresentamos o festival de música nativista "Vozes do Jacuí 2011" que surge como uma nova vertente musical para ocupar o seu espaço entre os grandes festivais do estado do Rio Grande do Sul.
Vozes: Fala, palavra, Som: Para o festival se refere a musica e seus interpretes.
Jacuí: Palavra de origem indígena; Rio dos jacús, em guarani; Para o festival se refere ao rio e sua importância para o desenvolvimento do município e regiões.
Objetivos específicos:
• Realizar o Festival (Vozes do Jacuí - 2011).
• Valorizar a música do Rio Grande do Sul.
• Incentivar músicos e compositores a apresentarem suas obras.
• Oportunizar a integração entre artistas, músicos, poetas, compositores.
• Valorizar os artistas proporcionando incentivo e reconhecimento de seus trabalhos.
• Valorizar os ritmos e instrumentos do Rio Grande do Sul.
• Divulgar a participação da cidade de São Jerônimo no cenário cultural do estado.
• Oportunizar aos jovens e crianças um evento cultural.
• Divulgar o festival na região sul do país.
• Promover atividades culturais (oficinas de música).
Regulamento - clique aqui
Ficha de Inscrição - clique aqui


Entidades de vários países se reúnem em defesa dos direitos dos trabalhadores da Sodexo

Dia 27 às 10h haverá coletiva de imprensa no Sindicato dos Bancários

Escrito por: SEIU e Contracs


Trabalhadores da Sodexo se reúnem em São Paulo,
para debate internacional
 
De 25 a 27/04, entidades de cinco países que compõem a Aliança Global dos Trabalhadores da Sodexo se reúnem com a Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comércio e Serviços - CONTRACS/CUT, em São Paulo, para compartilhar experiências em organização de trabalhadores nos diversos países em que a empresa atua. Para encerrar, representantes das entidades estarão no Sindicato dos Bancários (Rua São Bento, 413 – Centro), para coletiva de imprensa, às 10h, traduzida para o Francês, Inglês, Espanhol e Árabe.
 
Estarão presentes a Confédération Générale du Travail (CGT-Comércio / França), a Service Employees International Union (SEIU / EUA), o Sindicato Nacional de Trabajadores de la Industria de Alimentos (Sinaltrainal / Colômbia), a Fentiabehta (República Dominicana) e a ODT (Marrocos).
 
O objetivo é unir forças na luta pelo reconhecimento internacional dos direitos dos trabalhadores da Sodexo e compartilhar experiências de formação de organização sindical. Serão discutidos mecanismos para orientar os trabalhadores ao redor do mundo sobre como fazer valer seus direitos, já que o modelo de negócio da Sodexo os mantém em condições de miséria e trabalho escravo, em ciclos aparentemente intermináveis de pobreza.
 
A Sodexo é acusada de violar, constantemente, os direitos do trabalhador. Práticas como demissões de pessoas que se organizam sindicalmente e recusa de negociações com representantes dos trabalhadores são corriqueiras nos países onde atua. Uma dos maiores empregadoras no mundo, com quase 400 mil trabalhadores, é fornecedora de serviços de subcontratação externa e de vales-alimentação a empresas públicas e privadas em todo o mundo. No Brasil, emprega mais de 10 mil pessoas.
 
Segundo a SEIU, na unidade dos Estados Unidos, a Sodexo mantém práticas abusivas, como a demissão de trabalhadores simpáticos à sindicalização, interrogatório de trabalhadores sindicalizados, imposição de novas regras de trabalho que atingem somente atividades sindicalistas, obrigatoriedade de testes de gravidez e ameaças a quem se sindicaliza.
 
Em suma, são trabalhadores atormentados, sob ameaças de demissão quando reivindicam seus direitos. As áreas de preocupação da CONTRACS/CUT giram em torno do desrespeito ao Trabalho Decente, ao diálogo social e à dignidade do trabalhador; pagamento de salários miseráveis no mundo inteiro; o não pagamento de horas extras trabalhadas; e a interferência na liberdade de sindicalização do trabalhador.
 
A programação do evento conta com o debate sobre as diferentes estratégias da Aliança nos países, discussões sobre queixas da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico(OCDE), apresentação de documentos.
 
Astro de Hollywood abraça a causa
A causa da Sodexo ganhou a solidariedade do ator norte-americano Danny Glover, presidente da ONG TransAfrica, que chega em São Paulo dia 31/04, para as festividades de 1º de maio da CUT. Seu papel tem sido fundamental nas ações da Aliança Global dos Trabalhadores da Sodexo, nos Estados Unidos, tendo inclusive sido preso num protesto contra a empresa, naquele país.
 
Em janeiro, Glover entregou o relatório "Vozes para Mudança: Depoimento dos Trabalhadores de Sodexo de Cinco Países," no Fórum da TransAfrica. Documento fala do tratamento dado a trabalhadores da empresa. Segundo o ator, o relatório "conta a história de trabalhadores que caem na armadilha da pobreza, armada por uma companhia global poderosa”.
 
Participantes:
 
- SEIU (EUA): Autum Weintraub, diretor
- CGT(França): Jean-Michel Dupire, diretor de Serviço de Alimentação e Relações Internacionais CGT-Commerce;
- CONTRACS (Brasil), entidade que representa trabalhadores da Sodexo e o setor de serviços (to be confirmed);
- Sinaltrainal (Colômbia), Edgar Alberto Paez Melo and Fredy Alberto Sepulveda Pineda, membros da liderança nacional;
- Fentiahbeta (República Dominicana): Pablo de la Rosa, presidente, e Heriberto Sosa Morillo, trabalhador líder do Sitrasodexodo, entidade da Sodexo afiliada à Fentiahbeta;
- ODT (Marrocos): Mohammed A. Ennahili, presidente, and Mouharrar Noureddine, trabalhador líder da Sodexo.

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Campanha “Banda larga é um direito seu!" será lançada nesta segunda-feira

Lançamento nacional ocorrerá em São Paulo, Rio de Janeiro, Campo Grande, Salvador e Brasília.

Escrito por:

 
A banda larga no Brasil é cara, lenta e para poucos, e está na hora de pressionar o poder público e as empresas para essa situação mudar. O lançamento do Plano Nacional de Banda Larga em 2010 foi um passo importante na tarefa necessária de democratizar o acesso à internet, mas é insuficiente. O modelo de prestação do serviço no Brasil faz com que as empresas não tenham obrigações de universalização. Elas ofertam o serviço nas áreas lucrativas e cobram preços impeditivos para a população de baixa renda e de localidades fora dos grandes centros urbanos.
 
Enquanto isso, prefeituras que tentam ampliar o acesso em seus municípios esbarram nos altos custos de conexão às grandes redes. Provedores sem fins lucrativos que tentam prover o serviço são impedidos pela legislação. Cidadãos que compartilham sua conexão são multados pela Anatel.
 
É preciso pensar a banda larga como um serviço essencial. A internet é instrumento de efetivação de direitos fundamentais e de desenvolvimento, além de espaço da expressão das diferentes opiniões e manifestações culturais brasileiras por meio da rede.
 
Neste dia 25, vamos colocar o bloco na rua: juntar blogueiros, ativistas da cultura digital, entidades de defesa do consumidor, sindicatos e centrais sindicais, ONGs, coletivos, usuários com ou sem internet em casa, todos aqueles que acham que o acesso à internet deveria ser entendido como um direito fundamental. Nossa proposta é unir os cidadãos e cidadãs brasileiros em uma vigília permanente em defesa do interesse público na implementação do Plano Nacional de Banda Larga e da participação da sociedade civil nas decisões que estão sendo tomadas.
 
O lançamento nacional da Campanha Banda Larga é um Direito Seu! Uma ação pela Internet barata, de qualidade e para todos será feito em plenárias simultâneas em São Paulo, Rio de Janeiro, Campo Grande, Salvador e Brasília, com transmissão pela Internet. O manifesto da campanha, a lista de participantes e o plano de ação estão no site www.campanhabandalarga.org.br.
Participe.
 
 
 
SÃO PAULO (SP) - 19h
Sindicato dos Engenheiros de São Paulo
Rua Genebra, 25 – Centro (travessa da Rua Maria Paula)
 
RIO DE JANEIRO (RJ) -
19h: início da atividade plenária - 20h30: lançamento da campanha
Auditório do SindJor Rio
Rua Evaristo da Veiga, 16, 17º andar
 
SALVADOR (BA) - 19h
Auditório 2 da Faculdade de Educação da Universidade Federal da Bahia
Avenida Reitor Miguel Calmon s/n – Campus Canela
 
CAMPO GRANDE (MS) -19h30
Sede da Fetems (Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul)
Rua 26 de agosto, 2269 - Bairro Amambai
 
BRASÍLIA (DF)
20h - Balaio Café
CLN 201 Norte, Bloco B, lojas 19/31

COXILHA NEGRA



 

FESTIVAL COXILHA NEGRA

Vem aí o Festival Coxilha 2011 em Butiá!
Aguarde, em breve o regulamento oficial do evento...
leia mais

sábado, 23 de abril de 2011

Pisaram no pala (Carta de protesto)




Caros Irmãos Gaúchos,

Há muito venho pensando no que se faz da nossa cultura... Temos tradição, temos história, temos costumes próprios e os valorizamos. Entretanto, parece que a todo momento tentam nos aculturar...  Qual o espaço que os nosso modo de ser ocupa na mídia hoje em dia?

Será que é certo aturarmos a Regina Casé (e seus sambabacas) no domingo de meio-dia, enquanto o nosso Galpão Crioulo foi literalmente “chutado” para um horário que ninguém praticamente assiste, já que domingo é dia de descanso e a maioria aproveita pra dormir um pouco mais. Tá bem que o Neto Fagundes não tem o mínimo carisma e aínda mais com aquele rabinho de cavalo ridículo.
Todos sabem que existem pessoas aquí no estado com capacidade suficiente para fazer um programa de qualidade. Abram espaço para eles! Por favor, salvem nossa verdadeira cultura!

Não precisa ser um gênio pra perceber que recentemente no programa da Regina Casé levaram um grupinho sofrível de dança gaúcha pra dançar pro Brasil inteiro o quê?  O pezinho,  uma dança folclórica com significado pra nós, mas que pro resto do Brasil não tem sentido algum a não ser “queimar o filme dos gaúchos”. Se querem mostrar nossa dança porquê não convidam os vencedores do último ENARTE? Ou será que o objetivo era ridicularizar o gaúcho, “será”?

Não sou contra o samba, mas sou contra nos fazerem de palhaços. Pra completar a referida apresentadora entabulou um assunto com nossos representantes  que em nada acrescenta às famílias brasileiras, principalmente no horário de almoço de domingo, quando nossas crianças estão assistindo TV – Tem sex-shop no sul? Você já foi em Sex shop? Tinha calcinha de chocolate? – e o que nos resta é aturar algumas  das prendas e peões respondendo, timidamente a esse rol de asneiras.

Cadê nossos festivais? Quando aparecem são no RBS local, não em nível estadual. Como é que nossos jovens conhecerão nossa música, nossa cultura, se nossa principal emissora de TV não dá espaço pros nossos novos músicos e vencedores de festivais atuais?

Excetuando-se as honrosas exceções de Luiz Marenco e César Oliveira e Rogério Melo, que de tão bons conseguem vencer remando contra a maré) , vivemos do passado...  de Tropa de Osso,  Esquilador, Veterano e etc., os novos nomes da música gaúcha ninguém conhece. E porquê? Por que pra isso não tem espaço... Será que tudo isso não se trata de uma estratégia para “aculturar nosso povo”... “será”? Quando as gerações mais antigas se forem e nossas músicas ficarem esquecidas eles terão conseguido finalmente sepultar nossa cultura.

Porquê será que pra promover o  Planeta Atlântida com  seus freqüentadores maconheiros, bêbados e viciados de todo tipo tem espaço? Seria essa uma tentativa de emburrecer e viciar nossos jovens....”será”? Pra isso a RBS tem espaço. Pra gaúchos "heróicos" que  que participaram do Big Brother (o supra- sumo do lixo cultural), tem espaço. Ah... ASSIM NÃO DÁ!!!

Cadê o Luiz Carlos Borges? Cadê o João de Almeida Neto? Cadê o Renato Borghetti , o Elton Saldanha, o Marcelo Caminha, o Miguel Marques? Ninguém sabe. Mas a Alcione, a Claúdia Leite, o “Belo”, o Bruno e Marrone,  o “sertanejo universitário” ... esses  tão todo o dia enchendo o nosso saco.

Esse é o lixo cultural que nós temos recebido como ração, mas que por sermos o estado mais politizado e educado da união, nos recusamos a engolir. 

Mesmo o pessoal dos CTGs, nosso último reduto cultural, hoje em dia só ouve atualmente música gaúcha de baile e que... convenhamos,  é péssima (com honrosas exceções, como os Serranos e outros).

Me enoja aquelas materiazinhas da RBS na Semana  Farroupilha (daí eles lembram e fazem um circo!!!), mandam aqueles apresentadoras bunda mole para fazerem reportagens no Acampamento Farroupilha  como se aquilo fosse algo do exterior... parece um programa do National  Geographic  com os aborígenes de tão estranho. Não conhecem nada, não entendem porra nenhuma e não ficam nem envergonhados de se dizerem gaúchos.

Me perdoem queridos conterrâneos esse desabafo

Que essa mensagem ecoe nos confins do Rio Grande, e desperte o povo gaúcho da letargia antes que seja tarde. Nossos antepassados delimitaram nossas fronterias à ponta de lança e à pata de cavalo... hoje pisam no nosso pala e... tudo bem?  Me recuso a acreditar nisso.

Um Gaúcho cuja paciência acabou faz tempo.

Prof. Dr. Gilson de Mendonça UFPEL/IB/Dep. de Fisiologia e Farmacologia

Imagem extraida do Google Imagens
Fonte: Blog Prosa Galponeira

sexta-feira, 22 de abril de 2011